Funcionários da Avianca fazem protesto no Aeroporto de Congonhas nesta sexta; 16 voos foram cancelados no país

Partidas também foram canceladas no Rio. Empresa está em processo de recuperação judicial.

Publicado em: 17 de Maio de 2019
Foto Por: Renato Franzini/G1
Autor: TV Globo e G1 SP
Fonte: G1
Paralisação de funcionários da Avianca em Congonhas

Funcionários da Avianca protestam no saguão principal do Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17). Eles irão paralisar as atividades nesta sexta. Até as 10h, sete voos tinham sido cancelados, segundo o site da Infraero. No país, são 16 voos cancelados.

 

De acordo com o Sindicato Nacional dos Aeronautas, 900 funcionários foram demitidos nesta semana e não há "condições psicológicas" nem segurança para continuar os voos. Ainda segundo a categoria, 11 voos sairiam de Congonhas hoje e serão remanejados para outros aeroportos.

 

No Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, tripulantes da companhia aérea também fazem uma paralisação. Às 10h, nove voos haviam sido cancelados.

 

De acordo com o site da Infraero e com a administradora dos outros aeroportos, 40 voos da Avianca estavam previstos no país nesta sexta.

 

Em nota, a Avianca disse que "Brasil entende e respeita a manifestação de parte de seus colaboradores e reforça que não está medindo esforços para cumprir as etapas de seu Plano de Recuperação Judicial e garantir suas obrigações com seus funcionários".

 

Avianca vive uma crise e está em processo de recuperação judicial. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou nesta quinta-feira (16) que 60% dos pilotos e comissários da companhia aérea Avianca de quatro aeroportos mantenham a operação durante a greve.

 

A companhia aérea disse que espera que os aeronautas cumpram a decisão da Justiça e "que os colaboradores que estão se apresentando para trabalhar sejam respeitados e não impedidos de assumir suas funções". "A Avianca Brasil esclarece ainda que a segurança operacional de seus voos continua sendo sua principal prioridade é está totalmente mantida", informou a empresa.

 

A Avianca afirmou ao TST ter recebido informação de que os tripulantes, incluindo comandantes, pilotos e comissários de bordo, entrarão em greve por tempo indeterminado.

 

O site do Sindicato Nacional dos Aeronautas informa que a decisão de paralisar os trabalhos foi tomada em assembleias realizadas na segunda-feira (13).

 

Conforme a decisão, os 60% dos tripulantes da empresa, que está em recuperação judicial, devem continuar em operação nos seguinte aeroportos:

 

  • Congonhas, em São Paulo
  • Santos Dumont, no Rio de Janeiro
  • Juscelino Kubitschek, em Brasília
  • Luiz Eduardo Magalhães, em Salvador.

 

De acordo com a ação, a Avianca anunciou ter sido notificada da paralisação por "falta de diálogo e negociação da empresa com o sindicato", além de atraso em verbas trabalhistas e descumprimento de compromissos. E que o sindicato pediu a paralisação dos serviços – com exceção de decolagens com órgãos para transplantes e com doentes.

 

No site, o sindicato afirma que a greve se deve "ao atraso nos pagamentos de salários e outras verbas e o consequente clima de incerteza gerado para os pilotos e comissários, situação que pode afetar a segurança de voo".

 

Em crise, a empresa aérea disse ao TST que tem mantido esforços para continuar em operação e para regularizar os pagamentos aos funcionários. E que uma paralisação total poderia levar a companhia à falência. O pedido era para que 100% dos aeronautas fossem obrigados a trabalhar.

 

A relatora, ministra Dora Costa, concordou parcialmente com a empresa. "É de conhecimento público a situação caótica instalada nos aeroportos em relação aos cancelamentos dos voos da Avianca – a qual se encontra em processo de recuperação judicial –, e que poderia se agravar ainda mais com a paralisação total das aeronaves ainda operantes", afirmou.

 

Mas ela frisou que não se pode impedir o direito de greve porque houve descumprimento de obrigações legais da empresa.

 

Dora Costa determinou ainda que o sindicato não deve realizar atos que impeçam o acesso de empregados, clientes e prestadores de serviços nos aeroportos.

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