Polícia Federal e CGU realizam operação de combate a desvio de recursos de obras do DNIT em dois estados e no DF

A operação é realizada em Belo Horizonte (MG), em Oliveira (MG), em São Paulo (SP) e em Brasília (DF). Dez pessoas foram presas.

Publicado em: 06 de Agosto de 2019
Foto Por: Raquel Freitas/G1
Autor: G1 Minas — Belo Horizonte
Fonte: G1 Minas — Belo Horizonte
PF realiza, nesta terça-feira (6), operação que combate a desvio de recursos de obras do DNIT.

Dez pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (6) suspeitas de envolvimento em um esquema de desvios de recursos públicos de obras de rodovias sob a gestão do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Sete pessoas foram detidas em Belo Horizonte (MG), duas em Turmalina (MG) e uma em Oliveira (MG).

As prisões fazem parte da Operação Rota BR 090, que é realizada pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal (RF).

Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e quatro de prisão temporária, além de 28 mandados de busca e apreensão, de sequestro de bens, bloqueio judicial de valores dos envolvidos e afastamento dos servidores públicos investigados. A operação é realizada nos municípios de Belo Horizonte (MG), Oliveira (MG), Turmalina (MG), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

Nos últimos 5 anos, empresas alvos da ação fraudaram licitações e contratos desviando um montante de R$ 457 milhões que seriam destinados a obras de manutenção das rodovias federais no estado.

As investigações começaram em 2015, após a constatação do esquema fraudulento, que era executado por pregoeiros e fiscal de obras junto com empresários do ramo da construção civil. Relatórios de auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) confirmaram a existência de contratos superfaturados, execução de serviços com baixa qualidade e pagamento por serviços não executados.

O esquema de corrupção consiste no direcionamento de licitações às empresas investigadas mediante pagamento de vantagens aos servidores do órgão. Além disso, constatou-se contratos superfaturados, execução de serviços com baixa qualidade e pagamento por serviços não executados.

Os investigados poderão responder por corrupção ativa, corrupção passiva, peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, além das sanções previstas nas Leis nº 8.666/93, 8.112/90 e 12.846/13.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, foram apreendidos dois veículos e cerca de R$ 148 mil.

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