Análise: Éverton Ribeiro eleva o nível e comanda melhor atuação do Flamengo no ano

Camisa 7 encarra discussão de lado de campo com muita movimentação, abertura de espaços e passes decisivos. Gol marcado é detalhe em noite onde quase todo mundo jogou bem

Publicado em: 14 de Março de 2019
Foto Por: Pedro Martins / Foto FC
Autor: Cahê Mota — Rio de Janeiro
Fonte: Globo esporte
Éverton Ribeiro foi um dos destaques do Flamengo contra a LDU

Direita, esquerda e centralizado. A discussão do início de ano do Flamengo foi sobre quem faria qual função no setor ofensivo. Everton Ribeiro tratou de responder diante da LDU que trata-se de uma grande bobagem.

O camisa 7 jogou de tudo, fez de tudo, e fez o Flamengo jogar muito na vitória por 3 a 1, quarta-feira, no Maracanã, pela segunda rodada do Grupo D da Libertadores. O gol que abriu o placar acabou sendo um detalhe na noite da peça fundamental na melhor atuação do time de Abel no ano.

O Flamengo iniciou a partida com uma proposta bem definida: dar a bola para LDU e abrir espaços para saídas em velocidade. Deu certo, e logo aos 8 a equipe abriu o placar justamente com Éverton Ribeiro. Um time reativo mesmo como mandante e que soube ser fatal.

Em vantagem, o Flamengo se posicionou no campo ofensivo, adiantou a marcação e sufocou a LDU. Com muita movimentação do quarteto ofensivo - com Diego chamando a atenção por ser mais objetivo do que de costume -, enumerou chances claras e praticamente não foi incomodado.

A defesa de pênalti de Diego Alves fez jus a um primeiro tempo onde o placar deveria ser mais elástico para o Rubro-Negro. E a tendência permaneceu na volta do intervalo.

Com passes decisivos pela direita ou tentando infiltração, Éverton Ribeiro conduzia as ações ofensivas e ocupava espaços no meio deixados por um Diego já não tão participativo. Não por acaso, o segundo gol saiu assim: passe longo de Ribeiro, pivô de Bruno Henrique e gol de Gabriel.

O Flamengo que começava a preocupar pela chances desperdiçadas, enfim, abria vantagem, que virou 3 a 0 com Uribe após bola escorada por Arão.

Éverton Ribeiro foi a peça central de uma engrenagem que fez valer o clichê de que uma grande atuação coletiva valoriza os destaques individuais. Cuéllar foi impecável na marcação, Renê perfeito na defesa e no ataque, Rodrigo Caio e Léo Duarte intransponíveis e o tão criticado Arão fazendo a função de área a área que Abel tanto exalta.

São apenas 90 minutos, mas o Flamengo que venceu a LDU fez o suficiente para deixar em modo stand-by as críticas a Abel e renovar as esperanças para temporada. Sem De Arrascaeta, mas com um Éverton Ribeiro que não permitiu que a equipe sentisse falta de ninguém.

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