Análise: foi bom, mas Atlético-MG poderia ter voltado com a vaga mais encaminhada do Rio

Em vitória sobre o Botafogo por 1 a 0, Galo perde muitas chances para construir uma vantagem ainda maior visando jogo de volta, na próxima quarta-feira, no Horto

Publicado em: 25 de Julho de 2019
Foto Por: Bruno Cantini/ Atlético-MG
Autor: Rafael Araújo — de Belo Horizonte
Fonte: Globo Esporte

"Saímos com o gostinho de que poderíamos ter aberto uma vantagem maior ainda".

Essa foi a frase de abertura da entrevista do técnico Rodrigo Santana e reflete bem o pensamento dos atleticanos sobre a vitória por 1 a 0 em cima do Botafogo, no Estádio Nilton Santos, no jogo de ida das oitavas de final da Copa Sul-Americana.

 

O resultado é muito bom, principalmente porque a última impressão de uma partida de ida de mata-mata que o Galo tinha deixado para o torcedor foi o 3 a 0 para o Cruzeiro, no Mineirão, pela Copa do Brasil. Durante mais de uma semana, os atletas falaram que a lição havia sido aprendida. E eles mostraram em campo que realmente foi, principalmente no quesito atenção.

 

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O Galo se mostrou concentrado durante toda a partida. Mais defensivamente que ofensivamente. Na linha de frente, Ricardo Oliveira perdeu chances incríveis. Foram do camisa 9 as principais oportunidades para o Atlético-MG marcar, sendo duas delas cara a cara com o goleiro Gatito Fernández. Uma fase melhor ou uma noite mais inspirada faria o Galo voltar com um placar mais elástico e, consequentemente, a classificação mais encaminhada.

 

- A gente desperdiçou algumas oportunidades, sabemos disso, foi conversado no vestiário. Mas acho que o resultado valeu. Vir aqui e vencer o Botafogo (foi bom), uma equipe que, na história, sempre complica o Atlético. A gente sai com um resultado bom. A gente tem treinado. Os atacantes todos têm treinado finalização. A gente sabe que a gente precisa melhorar isso. O grupo todo tem plena confiança nos atacantes que temos. Vai chegar um momento que a bola vai começar a entrar, e os atacantes vão ajudar a equipe da melhor forma possível - explicou Maicon Bolt sobre as chances perdidas.

 

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Após a expulsão de Carli, na reta final do segundo tempo, o Botafogo ficou grogue, mas o Atlético-MG não soube aproveitar a vantagem numérica em campo e psicológica para matar o confronto. Um 2 a 0 ou 3 a 0 não teria sido um resultado absurdo.

 

Apesar de não ter conseguido um placar mais elástico, o Galo tem a faca e o queijo na mão para conseguir chegar às quartas de final da Sul-Americana pela segunda vez na história. A última foi em 2010, quando acabou eliminado pelo Palmeiras. Com a classificação encaminhada e um caminho razoavelmente tranquilo até a final, a competição continental se torna a grande chance do Atlético-MG levantar um caneco em 2019, mas para isso tem que manter o nível de concentração elevado.

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