Análise: São Paulo vertical mostra cara de Cuca, sufoca a Chape e ganha opções para temporada

Everton, Toró e Vitor Bueno entram na segunda etapa e contribuem decisivamente na goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense. Time ganha força física e velocidade após trocas

Publicado em: 23 de Julho de 2019
Foto Por: Marcos Ribolli
Autor: Marcelo Hazan — São Paulo
Fonte: Globo esporte
Cuca e Toró se cumprimentam: São Paulo melhorou após entrada do atacante e de Everton, no intervalo

O mundo ideal para o São Paulo seria unir o primeiro tempo do empate por 1 a 1 com o Palmeiras e a segunda etapa da goleada por 4 a 0 sobre a Chapecoense, seus dois últimos jogos pelo Campeonato Brasileiro.

O time fez seus melhores 45 minutos sob o comando de Cuca na metade final do jogo da última segunda-feira, no Morumbi. O resultado encerrou um jejum de oito jogos sem vitórias e levou o time para a quinta posição da tabela.

Na saída para o intervalo, o torcedor vaiou um São Paulo que dava a opção do contra-ataque para a Chapecoense e não conseguia se impor. Mas nos primeiros 13 minutos do segundo tempo, o time amassou a Chape com pressão no ataque, força física e velocidade

Características de Toró e Everton, dupla escolhida por Cuca para entrar durante o intervalo no lugar de Pato e Luan. O time ganhou profundidade e, antes de fazer o primeiro gol, quase não deixou a Chape passar do meio de campo. A equipe com a cara de Cuca sufocou para retomar a bola, jogou de forma vertical e fez os gols.

 

Após uma sequência de escanteios, o gol de Antony nasceu em um tiro de meta do goleiro Tiepo. O São Paulo ganhou a primeira bola (Bruno Alves), a segunda bola (Toró) e Raniel clareou a jogada. Everton cruzou, e Antony completou de cabeça para o gol (veja abaixo).

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O segundo gol do São Paulo também nasceu dos pés do goleiro Tiepo. Após uma reposição de bola, Everton pressionou Arthur Gomes e desarmou o atacante. Ele bateu o lateral rapidamente para Toró e disparou pela esquerda.

A movimentação tirou Márcio Araújo da frente de Toró e puxou o volante para o lado do campo. O espaço aberto permitiu a Toró avançar, ajeitar o corpo e finalizar sem ser incomodado

No terceiro, Antony pressionou a marcação e ajudou a forçar o erro de Gum. Raniel aproveitou a sobra, dividiu com Douglas e saiu livre para praticamente liquidar o jogo .

Os números finais do jogo mostram como o São Paulo cresceu no segundo tempo em um modelo de jogo mais vertical e reativo para sufocar a Chape em busca dos gols:

Finalizações: 20 x 6 - sendo 12 no segundo tempo

Chances reais de gol: 7 x 2 - sendo 4 no segundo tempo

Passes certos: 149 x 300

Desarmes: 19 x 7

Roubadas de bola: 27 x 14

No fim, Vitor Bueno ainda completou cruzamento de Igor Vinícius e definiu um justo 4 a 0. O desempenho dá confiança para o São Paulo buscar uma retomada no segundo semestre, no qual ainda terá as voltas de Liziero, Rojas e Pablo, todos no departamento médico.

 

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