Dinheiro compra títulos? Eis a lista dos clubes mais eficientes do futebol brasileiro em 2018

O time mais caro é o mais vitorioso. As equipes com jogadores mais baratos foram também as que caíram para a Série B. A correlação entre grana e resultado existe. E quem se destaca?

Publicado em: 12 de Julho de 2019
Foto Por: Infografia
Autor: Globo Esporte
Fonte: Globo Esporte

Campeão do Campeonato Brasileiro, semifinalista da Copa do Brasil e semifinalista da Libertadores. Não está difícil para a torcida do Palmeiras perceber que dinheiro compra felicidade – proporcionada por dezenas de bons jogadores e probabilidade de título em toda competição que o clube disputa. O time mais caro é também o mais vitorioso. E para o restante das torcidas? A correlação entre dinheiro e resultado esportivo persiste, embora nem todo mundo possa ser campeão? E, se persiste, quais são as equipes mais eficientes do país?

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O GloboEsporte.com puxou dos balanços financeiros de toda a primeira divisão de 2018 seus gastos com remunerações do futebol profissional. Uma soma que inclui salários registrados em carteira de trabalho, encargos cobrados pelo governo, direitos de imagem e de arena.

Partindo do pressuposto de que melhores jogadores têm salários mais altos, é de se esperar que maiores despesas possibilitem resultados melhores em campo. Pois é exatamente esta uma das conclusões que a comparação entre dinheiro e campo permite chegar. Não apenas o Palmeiras obteve os melhores resultados a partir da qualidade de seus jogadores, os mais caros do país, os quatro semifinalistas da Copa do Brasil são exatamente os quatro que mais gastam com salários no futebol profissional. CruzeiroCorinthians e Flamengo.

Repare na tabela abaixo como a colocação do clube na lista de salários está próxima da alcançada no Campeonato Brasileiro. Cruzeiro e Corinthians, ineficientes na principal competição, foram finalistas da Copa do Brasil e jogaram a Libertadores. A opção por priorizar certo campeonato ajuda a explicar a diferença em circunstâncias como essas.

No outro extremo da tabela, três dos quatro rebaixados para a segunda divisão estavam também entre os que menos gastavam com jogadores. América-MGVitória e Paraná. E o quarto rebaixado, o Sport, estava próximo daquele que conseguiu escapar do rebaixamento, o Ceará.

A correlação financeira-esportiva dos clubes brasileiros em 2018

Clube

Ranking de salários

Brasileirão

Copa do Brasil

Libertadores

Palmeiras

1 (maior folha)

1

Semifinal

Semifinal

Cruzeiro

2

8

Campeão

Quartas

Corinthians

3

13

Vice-campeão

Oitavas

Flamengo

4

2

Semifinal

Oitavas

São Paulo

5

5

4ª fase

 

Internacional

6

3

4ª fase

 

Grêmio

7

4

Quartas

Semifinal

Santos

8

10

Quartas

Oitavas

Atlético-MG

9

6

Oitavas

 

Fluminense

10

12

3ª fase

 

Vasco

11

16

Oitavas

Fase de grupos

Athletico-PR

12

7

Oitavas

 

Chapecoense

13

14

Quartas

2ª fase

Bahia

14

11

Quartas

 

Botafogo

15

9

1ª fase

 

Sport

16

18

2ª fase

 

Ceará

17

15

3ª fase

 

América-MG

18

17

Oitavas

 

Vitória

19

19

Oitavas

 

Paraná

20 (menor folha)

20

2ª fase

 

Fonte: Balanços financeiros

A ponderação entre custos e resultados esportivos também contribui ao indicar quem fez melhores ou piores trabalhos no departamento de futebol. Alguns se destacam consistentemente, como o Grêmio, que deixou para trás adversários com mais dinheiro aplicado em todas as três competições que disputou. É também o caso do Athletico-PR, campeão da Copa Sul-Americana com apenas a 12ª folha salarial mais alta do país. O Botafogo, apesar da eliminação precoce na Copa do Brasil, também foi além do que seu dinheiro permitia no Brasileiro.

Enquanto há clubes que fazem muito com pouco, há clubes que conseguem pouco, embora tenham condições financeiras de ir além. Endividado e frequentemente com salários atrasados, fatores que certamente têm influência sobre os resultados, o Vasco quase foi rebaixado no Brasileiro. Mas tem um custo cujo resultado natural deveria ser o meio da tabela, quando comparado aos adversários.

O objetivo aqui é razoavelmente simples. As áreas de marketing, comercial e financeira, além da própria presidência, têm a responsabilidade de conseguir a maior quantidade de dinheiro possível para gastar com os melhores jogadores. Por sua vez, o departamento de futebol está incumbido de fazer as melhores contratações e alcançar os melhores resultados que o dinheiro pode comprar. Eficiência é a palavra para clubes que não têm o mesmo porte de Palmeiras, Corinthians e Flamengo. Mais fácil falar (ou escrever) do que fazer, certamente.

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