Itair Machado e Wagner Pires de Sá não foram encontrados em residências no dia da operação

Há um mandado de busca e apreensão pessoal pendente para Itair na operação, não encontrado ainda pela Polícia Civil

Publicado em: 12 de Julho de 2019
Foto Por: Vinnicius Silva/Cruzeiro
Autor: Globo Esporte
Fonte: Globo Esporte
Itair Machado, do Cruzeiro, ainda tem um mandado de busca e apreensão pessoal

A operação “Primeiro Tempo”, deflagrada pela Polícia Civil na última terça-feira, tem ainda uma etapa a ser concluída. De acordo com apuração do blog, a corporação não encontrou o vice-presidente de futebol, Itair Machado, em sua residência, em Belo Horizonte. Por isso, pertences pessoais do dirigente, como os celulares, ainda não estão nas mãos da Polícia, conforme determinação judicial.

Há um mandado de busca e apreensão pessoal pendente para Itair na operação. Em tese, o dirigente tem um prazo de 30 dias para se apresentar e entregar os pertences à Polícia Civil. Mas a eficácia da medida ficou comprometida, uma vez que o que se pretendia era apreender o celular que o dirigente naquele momento. Nessa quarta, Itair foi afastado do cargo de vice-presidente de futebol do Cruzeiro pela Justiça.

Quando os membros da Polícia Civil chegaram à residência de Itair Machado, pouco depois das 6 horas da manhã, o dirigente não estava no local.

A mesma situação ocorreu com o presidente Wagner Pires de Sá. Quando esteve na casa do mandatário cruzeirense, ele não estava no local. A cama do presidente estava intacta, dando sinais de que não havia sido usada naquela noite.

Estava presente, apenas, a esposa de Wagner Pires de Sá, Fernanda São José, que atendeu os policiais.

Wagner Pires foi encontrado apenas horas depois do início da operação, quando teve os celulares apreendidos. Quem também teve os aparelhos telefônicos recolhidos foi o diretor-geral do Cruzeiro, Sérgio Nonato. O único dos três que manteve-se em sua residência.

Um inquérito policial apura se os dirigentes do Cruzeiro cometeram crimes como, falsificação de documentos, apropriação indébita, desvios de recursos do clube e lavagem de dinheiro.

Balanço da operação

Na última terça-feira, além da residência dos dirigentes, cerca de 100 pessoas da Polícia Civil cumpriram mandados de busca e apreensão na sede administrativa do Cruzeiro, nos centros de treinamento do Cruzeiro, na sede da torcida organizada Máfia Azul e em outros endereços de empresas e empresários ligados ao clube.

Foram apreendidos documentos, computadores, celulares e outros equipamentos de interesse para a investigação.

As possíveis irregularidades foram apontadas pelo Fantástico e GloboEsporte.com no último dia 26 de maio, a partir do acesso a balancetes do Cruzeiro, referentes ao ano passado, e também a partir do acesso a mais de 200 páginas de documentos, incluindo contratos, sendo um deles realizado com o empresário Cristiano Richard dos Santos Machado, no qual o Cruzeiro cedeu parte dos direitos econômicos de 10 jogadores, incluindo um menor de 11 anos – Estevão William, o Messinho – como forma de pagamento de um empréstimo de R$ 2 milhões.

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