Vasco alega quebra de acordo e diz que dono quer CT de volta um ano antes do fim do contrato

Na última semana, o empresário Evandro Ferreira, proprietário do centro de treinamento que está alugado ao clube, notificou o Cruz-Maltino por dívida no pagamento

Publicado em: 29 de Julho de 2019
Foto Por: Felipe Schimidt
Autor: Bruno Giufrida — Rio de Janeiro
Fonte: GE
Outro ângulo do CT do Almirante

Notificado extrajudicialmente por atraso no pagamento do aluguel do CT do Almirante, o Vasco decidiu contra-atacar. Depois de emitir nota oficial para se explicar, o Cruz-Maltino, ao GloboEsporte.com, admite a dívida, mas diz que a relação com Evandro Ferreira, empresário e dono do centro de treinamento, já não é das melhores.

 

O contrato de aluguel do CT do Almirante para o Vasco é válido até dezembro de 2020. O Cruz-Maltino, porém, alega que tinha encaminhado um acordo com Evandro Ferreira para entregar o local em abril do ano que vem, porque o clube já possui até projeto desenhado para a construção de um novo centro de treinamento

 

Mas, ainda segundo o clube, o empresário teria voltado atrás na ideia e agora desejaria o CT do Almirante de volta em dezembro de 2019, o que não está nos planos do Vasco por causa da falta de tempo para construir o novo centro de treinamento.

 

- Aí ele (Evandro Ferreira) voltou atrás (no acordo). Disse que queria ficar até dezembro só. Em janeiro tem o Carioca. Ele tem sido irredutível. Culminou nessa última declaração e numa notificação, pedindo o que deve sob pena de despejo. Então, vamos para a Justiça. Tem uma discussão também referente à multa. Tem esse tempo em que o CT não foi utilizado para descontar. O ideal seria tentar fechar um acordo para tentar ficar até abril ou março do ano que vem - disse Bruno Barata, diretor jurídico do Vasco.

 

Em nota oficial, o Cruz-Maltino havia dito, na semana passada, que recentemente pagou dois meses de aluguéis atrasados. Mesmo assim, ainda tem dívida com Evandro Ferreira. O clube, porém, contesta parte do valor em aberto por causa do período de cerca de 50 dias que o CT ficou fechado por falta de avará.

 

Ainda segundo Barata, o presidente Alexandre Campello se reuniu com o empresário e encaminhou um acordo para que o Vasco deixasse o centro de treinamento antes do fim do contrato, mas não em dezembro de 2019.

 

- Ele não tinha de ter alvará. O Vasco tentou resolver, mas precisava dele. Levou mais tempo que o necessário. Temos tido essa discussão com ele. Isso tem de entrar numa negociação. Estava caminhando que íamos devolver o CT antes do fim do contrato, até abril do ano que vem, e faríamos um aditamento ao contrato neste sentido. Teve reunião do Campello com o Evandro, estava tudo certo.

 

- E aí começaram os problemas, porque ele começou a dificultar. O auge disso foi quando teve aquela interdição, que a Prefeitura interditou o CT, ficou quase dois meses fechado. E para liberar dependíamos de alguns documentos e da iniciativa do Evandro. Ele aproveitou isso aí para criar dificuldade, um acordo. O CT ficou mais tempo fechado do que deveria porque o Evandro dificultou o acesso aos documentos - completa Bruno Barata.

O CT conta com dois campos de medidas oficiais, vestiários, uma piscina, uma arquibancada para 800 lugares, uma caixa de areia e academia adaptada com os aparelhos do Centro Avançado de Prevenção, Reabilitação e Rendimento Esportivo do Vasco (Caprres). O local não tem alojamento.

 

Segundo o proprietário do local, o empresário Evandro Ferreira, o Vasco só pagou parte da dívida na semana passada após ser notificado, mas ainda faltam cerca de R$ 450 mil. O clube tem um prazo de 10 dias para acertar a pendência.

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