General russo acusa EUA de treinarem ex-combatentes do EI na Síria

Publicado em: 27 de Dezembro de 2017
Foto Por: divulgação
Autor: UOL
Fonte: UOL
Valery Gerasimov durante encontro com Itsunori Onodera, ministro da Defesa do Japão, em Tóquio

O chefe do Estado-Maior da Rússia acusou os Estados Unidos de treinarem ex-combatentes da facção extremista Estado Islâmico na Síria para tentar desestabilizar o país.

As alegações do general Valery Gerasimov, feitas em uma entrevista a um jornal, se concentram em uma base militar dos EUA de At-Tanf, localizada perto da fronteira com a Jordânia, onde os americanos dão treinamento a rebeldes.

A Rússia diz que a base é ilegal e que ela e a área ao seu redor se tornaram um "buraco negro" no qual os militantes operam livremente.

Neste ano o Estado Islâmico perdeu quase todo o território que controlava na Síria e no Iraque. O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, disse nesta quarta-feira (27) que a maior parte da batalha contra o Estado Islâmico na Síria terminou, segundo a agência estatal de notícias RIA.

Os americanos afirmam que a instalação de At-Tanf é uma base temporária usada para treinar forças aliadas para combater os extremistas. Washington rejeitou alegações russas semelhantes no passado, dizendo continuar comprometida a aniquilar o grupo e lhe negar qualquer santuário.

Mas Gerasimov disse ao diário "Komsomolskaya Pravda" nesta quarta-feira que os EUA estão treinando combatentes que são ex-militantes do Estado Islâmico e agora se intitulam Novo Exército Sírio ou usam outros nomes.

Ele afirmou que satélites e drones russos flagraram brigadas de militantes na base norte-americana.

"Eles na verdade estão sendo treinados lá", disse Gerasimov, acrescentando que também há um grande número de militantes e ex-combatentes do Estado Islâmico em Shadadi, onde disse também existir uma base americana.

"Eles praticamente são o Estado Islâmico, mas depois que trabalham neles eles mudam de aspecto e assumem outro nome. Sua tarefa é desestabilizar a região".

A Rússia se retirou parcialmente da Síria, mas Gerasimov disse que o fato de Moscou estar mantendo uma base aérea e uma instalação naval no país significa que está bem posicionada para lidar com bolsões de instabilidade se e quando eles emergirem.

 

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