ONG pede sanções contra o regime sírio por ataque químico em abril

Publicado em: 27 de Outubro de 2017
Foto Por: Mohamed Al-Bakour/AFP
Fonte: G1
Crianças respiram com a ajuda de inaladores enquanto recebem tratamento após a suspeita de um ataque com gás tóxico em Khan Sheikhun, zona controlada por rebeldes na cidade de Idlib, na Síria

 

A ONG Human Rights Watch (HRW) solicitou nesta sexta-feira (27) sanções contra os responsáveis por ataques químicos na Síria, depois que a ONU acusou o regime sírio de usar gás sarin na cidade de Khan Sheikhun.

"O Conselho de Segurança (da ONU) deve agir rapidamente (...) impondo sanções a indivíduos e entidades responsáveis por ataques químicos na Síria", afirmou HRW em comunicado.

A ONG, com sede em Nova York, pediu "o fim do engano e falsas teorias de propagadas pelo governo sírio".

O ataque, que ocorreu no dia 4 de abril na província de Idlib, deixou 83 mortos, de acordo com a ONU. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos (OSDH) contabilizou 87 vítimas, incluindo mais de 30 crianças.

Na quinta-feira, um relatório de especialistas da Organização das Nações Unidas para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) culpou o regime de Bashar al-Assad por esse ataque, o que levou os Estados Unidos a bombardear uma base aérea na Síria.

Resoluçao vetada

Nesta terça, a Rússia vetou no Conselho de Segurança um projeto de resolução apresentado pelos Estados Unidos para ampliar uma investigação internacional sobre o ataque químico de 4 de abril. A Rússia é aliada da Síria na guerra do país.

Nesta sexta, a diplomacia russa disse que o relatório da ONU que aponta o governo sírio como responsável pelo ataque com gás contém várias "incoerências" e "testemunhos duvidosos".

A leitura desse relatório mostra "muitas contradições, incoerências lógicas, um uso de testemunhos duvidosos e de provas não confirmadas", denunciou o ministro adjunto das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, à agência Interfax.

 

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