ONU decide nesta quinta se rejeita decisão de Trump sobre Jerusalém

Presidente dos Estados Unidos reconheceu Jerusalém como capital de Israel no começo do mês. Agora, os 193 países-membros da ONU se reúnem na Assembleia Geral para decidir se rejeitam decisão norte-americana.

Publicado em: 21 de Dezembro de 2017
Foto Por: Brendan McDermid/Reuters
Autor: G1
Fonte: G1
Conselho de Segurança reunido para votar resolução do Egito sobre o status de Jerusalém na segunda (18); Estados Unidos vetou medida e reunião de emergência na Assembleia foi convocada

Os 193 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) vão decidir nesta quinta-feira (21) se rejeitam decisão dos Estados Unidos de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

A votação é alvo de uma forte pressão da administração de Donald Trump, que ameaçou cortar os fundos dos países que apoiarem a medida.

Na véspera, Trump lançou uma advertência aos países que pretendem votar a favor da resolução contra os Estados Unidos e os ameaçou de cortar qualquer financiamento americano.

"Tomam de nós centenas de milhões de dólares e, inclusive, bilhões de dólares e, depois, votam contra nós. Bem, estaremos observando estes votos", disse Trump.

"Deixem que votem contra nós. Economizaremos um montão. Não nos importa", insistiu.

Na terça-feira, o ministro palestino das Relações Exteriores, Riyad al-Malki, já havia acusado os Estados Unidos por causa dessas ameaças.

"Os Estados Unidos estão cometendo outro erro ao (...) ameaçar os países e suas decisões soberanas sobre como votar", declarou Al-Malki.

O presidente da Assembleia Geral, Miroslav Lajcak, informou sobre a sessão de emergência em uma carta enviada na noite de segunda-feira às 193 delegações.

O reconhecimento da cidade como capital israelense é considerado polêmico, uma vez que os palestinos querem Jerusalém Oriental como capital de seu futuro Estado, e a comunidade internacional não reconhece a reivindicação israelense sobre a cidade como um todo. Entenda.

Países árabes solicitaram reunião

Turquia e Iêmen solicitaram a reunião urgente da Assembleia em nome do grupo de países árabes e da Organização de Cooperação Islâmica (OCI).

Os dois países circularam um projeto de resolução na terça-feira que reflete o projeto vetado por Washington, reafirmando que qualquer decisão sobre o estatuto de Jerusalém não tem efeito e deve ser revogada.

O projeto de resolução que a Assembleia de 193 países votará não menciona a decisão de Trump, mas expressa "uma profunda preocupação com as recentes decisões acerca do estatuto de Jerusalém".

Reunião é resposta a veto dos Estados Unidos em Conselho de Segurança

Os Estados Unidos vetaram na segunda-feira (18) o projeto de resolução que reafirmava que qualquer decisão sobre o status de Jerusalém carece de efeito legal.

O Egito havia apresentado o projeto que era apoiado pelos outros 14 membros do Conselho de Segurança.

O embaixador palestino, Riyad Mansur, disse que será apresentado um projeto de resolução similar na assembleia e espera total apoio.

Ao contrário do Conselho de Segurança, nenhum país tem poder de veto na Assembleia Geral.

Anunciada em 6 de dezembro, a decisão de Trump de reconhecer Jerusalém rompeu com o consenso internacional, deflagrando protestos em todo mundo muçulmano e provocando uma forte condenação.

Primeiro-ministro de Israel rejeita votação

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, rejeitou a votação desta quinta na ONU - "uma casa das mentiras", segundo ele.

"Jerusalém é a capital de Israel, reconheça a ONU, ou não", frisou.

A Assembleia Geral da ONU fará essa sessão de emergência depois de os Estados Unidos vetarem uma mesma medida no Conselho de Segurança.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.