Trump agradece cooperação da França e Reino Unido em ataque contra Síria: 'missão cumprida'

Os três países bombardearam a Síria nesta sexta-feira como represália a um suposto ataque químico no país.

Publicado em: 14 de Abril de 2018
Foto Por: Hassan Ammar / AP Photo
Autor: G1
Fonte: G1
Imagem resposta antiaérea da síria contra ataque conjunto de EUA, Reino Unido e França

O presidente norte-americano, Donald Trump, agradeceu neste sábado (14) em postagem no Twitter a "sabedoria" e o poder militar da França e Reino Unido no ataque conjunto contra a Síria realizado na noite anterior.

"Um ataque perfeitamente executado na noite passada. Obrigado à França e ao Reino Unido por sua sabedoria e pelo poder de seus excelentes exércitos. Não poderia haver resultado melhor. Missão cumprida!", dizia a mensagem.

 

O dobro de mísseis

 

A investida foi anunciada pelo próprio Donald Trump em pronunciamento na Casa Branca, na noite de sexta-feira (13), como resposta ao suposto ataque químico contra a cidade síria de Duma no último fim de semana. O regime sírio nega o uso de armas químicas.

As forças aéreas e marinhas dos EUA, França e Reino Unido lançaram os primeiros ataques por volta das 21h de Washington (22h, no horário de Brasília, já madrugada na Síria).

Três alvos foram atingidos, segundo o Pentágono: um centro de pesquisa e produção de armas químicas e biológicas em Damasco, um armazém de armas químicas em Homs, a leste de Damasco – onde os EUA acreditam que havia estoques de gás sarin – e uma base na mesma cidade que também teria armas químicas. Não há registro de vítimas civis, ainda conforme o Departamento de Defesa dos EUA.

Os sistemas de Defesa sírios reagiram, atingindo 13 mísseis em Al Kiswah, nos subúrbios de Damasco.

No total foram lançados 105 mísseis contra os três alvos na Síria, ainda segundo o Pentágono. É quase o dobro da quantidade de armamento usada no ano passado, quando os norte-americanos reagiram a outro ataque químico atribuído ao regime de Assad que deixou 86 mortos.

Naquela ocasião, 59 mísseis Tomahawk foram disparados contra uma base aérea do país. Desta vez, de acordo com o Ministro da Defesa do Reino Unido, foram usados mísseis do tipo Shadow.

O Departamente de Defesa dos EUA afirma que nenhum dos mísseis lançados foi interceptado. Já as Forças Armadas da Síria falam em 110 mísseis disparados contra o país e diz que a "maioria" deles foi interceptada, segundo a CNN.

 

Estratégia americana permanece

 

Na manhã deste sábado, o Pentágono fez um pronunciamento para explicar a ação coordenada.

Nele, a porta-voz Dana White disse que o ataque coordenado não muda a estratégia dos Estados Unidos na Síria e que os norte-americanos não querem participar do conflito no país.

“Lançamos o bombardeio para evitar que a Síria use armas químicas no futuro”, disse.

“Nosso objetivo na Síria continua sendo combater o Estado Islâmico”, acrescentou.

O General Kenneth McKenzie afirmou que não há registros de vítimas civis. "Não estamos sabendo de nenhuma casualidade de civis decorrida do ataque até o momento. Depois do ataque o exército sírio disparou mísseis, que não sabemos onde caíram."

 

Justificativa

 

Para justificar a ação desta sexta, Trump chamou o suposto ataque químico em Duma de "massacre" e de "crimes de um monstro".

A premiê britânica, Theresa May, classificou o bombardeio como uma "intervenção na guerra na Síria".

Já o presidente francês, Emmanuel Macron disse que o ataque está "restrito a capacidades do regime sírio de armas químicas".

Após o bombardeio, a embaixada da Rússia (aliada da Síria) nos EUA declarou no Twitter que "tais ações não serão deixadas sem consequências".

O presidente russo, Vladimir Putin, chamou a investida de "agressão contra o estado soberano" e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

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