Atraso e reclamações marcam último dia de venda de ingressos para Sandy e Junior em SP

Fãs falam de excesso de cambistas e reclamam de falta de segurança e de organização para distribuição de senhas para compra.

Publicado em: 30 de Março de 2019
Foto Por: Marcelo Brandt/G1
Autor: G1
Fonte: G1
Fila para compra de ingressos de show de Sandy e Junior

Quando deu 10h nesta sexta-feira (29), horário oficial a abertura da bilheteria oficial para venda dos últimos ingressos para o show de Sandy e Junior em São Paulo, a porta de aço não levantou. "Palhaçada, falta de respeito", gritavam os fãs, ansiosos para o início das vendas.

O atraso, que seguiu por mais 20 minutos, não era o único problema enfrentado por eles. Muitos passaram a noite ali, outros chegaram antes do sol nascer. Mas a maioria, apesar da esperança de conseguir os ingressos, reclamava dos cambistas e da falta de organização.

Um morador da cidade de Taubaté (SP), que preferiu não se identificar pois havia recebido ameaças, disse que os cambistas estavam entregando dinheiro para outras pessoas ficarem na fila de prioridade.

"Até idosos eles estavam contratando. Davam o valor do ingresso e mais R$100 para eles passarem a noite. É triste porque os que são fãs mesmo não conseguem comprar", lamenta ele, que já havia conseguido os ingressos dele dias antes. O jovem voltou para a fila com a mãe para garantir a entrada de outras amigas.

Ele ainda contou que uma amiga tentou trocar ingresso com um dos cambistas e recebeu o valor de R$ 1500 como proposta para um ingresso para a pista premium. O preço oficial para esse espaço no show de São Paulo era R$ 460.

Mais cedo, quem reclamou foi Nilo Cavalca, de 60 anos, que esteve na fila na quarta-feira (27) para tentar comprar ingressos para a filha e duas sobrinhas. "Eu era o número 50 da fila de prioridades. Parou bem na minha vez", lamentou ele, que reclamou do número baixo de ingressos para a pré-venda. "Na fila normal, 200 pessoas foram atendidas."

Francisco Charles, vendedor ambulante, não estava em busca de ingressos, mas virou a noite vendendo milho e pamonha no local e viu muita confusão nesse período: "Rapaz, muita gente, muita confusão, outro tentando passar na frente, povo que compra ingresso pra revender, pessoal não deixa. Tem bastante".

Pamela Gleice, de 31 anos, esteve na fila para comprar ingresso para uma amiga e não poupou críticas. "Não colocaram banheiro suficiente pra gente, o banheiro está podre. Agora de manhã que a gente pode usar o do estádio, mas está podre também. A gente não sabe nem se vai conseguir comprar [o ingresso]. É uma falta de respeito, eles não dão informação, tratam a gente como bicho."

Os primeiros da fila

Os primeiros da fila a garantirem seus ingressos nesta sexta-feira (29), estavam eufóricos, mas também tinham muitas críticas. Eles reclamaram da falta de organização, de segurança e do excesso de cambistas.

Tamires Rodrigues, de 30 anos, e Aline Gonçalves Gadelha, de 25 anos, estavam desde terça-feira (26) em esquema de revezamento na fila. Com medo de perder o lugar, preferiu ficar direto desde quinta-feira (28).

"Preferi não sair mais, de medo. Minha irmã me trouxe água e comida", explicou. "Ninguém da produção vinha falar com a gente". Ela também reclamou da falta de segurança, de proteção e de banheiros no local.

"A gente estava no número 200 [da pré-venda] e não conseguimos comprar o ingresso depois de 15 horas na fila. Aí chegamos muito perto da bilheteria e falamos: ‘não dá pra desistir agora’. Mas isso com muito medo, porque é muito desorganizado. Não tem segurança, não tem proteção. Acho que muitos fãs ficaram sem e achei mais do que justo ficar pra conquistar uma coisa que eu sempre quis", afirmou.

Enquanto ela celebrava a compra, uma confusão na fila se formava com gritos de "fora" e "pilantra", na tentativa de retirada de cambistas.

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