1º módulo do projeto Coral Canto Livre é finalizado e emociona reeducandas da UPF de Palmas

Projeto de canto é executado pela Defensoria Pública do Estado (DPE/TO) com o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju) e é voltado para mulheres que cumprem pena na Unidade Prisional Feminina (UPF) de Palmas

Publicado em: 06 de Julho de 2019
Foto Por: Divulgação
Autor: Erlene Miranda – Governo do Tocantins
Fonte: Ascom
O Coral Canto Livre tem como objetivo estimular o contato das reeducandas com a música

O Projeto Coral Canto livre, executado pela Defensoria Pública do Tocantins (DPE-TO) com o apoio da Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça (Seciju), estimula o encontro com a liberdade através do canto.

 

O 1º módulo do projeto foi finalizado nesta sexta-feira, 05, na Unidade Prisional Feminina (UPF) de Palmas, com a participação de servidores, reeducandas e familiares.

 

O projeto estimula o contato das reeducandas com a música, com o objetivo de diminuir a ociosidade e ocasionar o aprendizado sobre a arte musical, além de promover a tranquilidade e melhor socialização no ambiente de cárcere.

 

As foram iniciadas em janeiro deste ano e foram ministradas pelo regente e servidor da DPE, Anderson Cleyton da Silva Menezes, que observou evolução das reeducandas nas aula neste período.

 

"Notamos que no início elas estavam tímidas, agora elas estão participativas. Vemos também a interação entre elas, uma incentivando a outra", afirma.

 

No encerramento, familiares e reeducandas se emocionaram, pois o projeto possibilitou novos significados para a vida das participantes.

 

A reeducanda, L.S.M., 40 anos, participou ativamente do projeto e conta que incentiva suas colegas a participarem das aulas.

 

"Eu tenho depressão, e cantar é uma forma de me animar. Eu gosto de vir às aulas, sinto falta quando não tem. E quando eu sair daqui pretendo fazer parte de outro coral", disse.

 

Para o secretário-executivo da Seciju e apoiador da iniciativa, Geraldo Divino Cabral, projetos como o Canto Livre são necessários para oportunizar a socialização e aquisição de conhecimento para as mulheres privadas de liberdade.

 

"Apoiamos esta ação, e incentivamos mais iniciativas semelhantes que promovam a diminuição da ociosidade dessas mulheres", disse.

 

A defensora pública e coordenadora do Núcleo Especializado de Assistência e Defesa ao Preso (Nadep), Napociani Póvoa, reforça que essa iniciativa busca a desmistificação do cárcere.

 

"Esse projeto busca a humanização do cumprimento de pena e incentivar a ressocialização dessas mulheres privadas de liberdade", garante.

 

Já a diretora da unidade, Cristiane Rodrigues de Oliveira, reconhece que o projeto de fato contribui para a vida das reeducandas, que melhoraram o convívio social.

 

"As meninas que participam do coral estão diferentes, mais tranqüilas. Elas também estão felizes, pois participar do coral tem elevado a autoestima de cada uma", afirma.        

 

O projeto terá continuidade durante o próximo semestre de 2019, com previsão de aulas até a dezembro deste ano, com pretensão de inserir outras reeducandas. A adesão ao projeto é espontânea e voluntária, basta a reeducanda expressar o desejo de participar do projeto.

 

Coral Canto Livre

 

O coral começou a partir de uma conversa entre a subdefensora Pública Geral do Tocantins, Estellamaris Postal, e a assessora do Núcleo Especializado de Defesa da Mulher (Nudem), Catarina Lopes, que a partir de uma visita a UPF convidaram todas as presentes para cantarem uma música, e notaram que a música poderia acalmar as reeducandas e proporcionar uma nova perspectiva de vida.

 

"Vimos a mudança de comportamento, a interação entre as meninas. Temos a certeza que a musica liberta e desarma qualquer individuo", disse Catarina.

 (Com revisão de Jaqueline Moraes)

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