Bombeiros e marinha falam sobre uso de bote salva-vidas que provocou acidente com triatleta

Para a marinha, motos aquáticas poderiam oferecer mais segurança, mas veículos estão parados por falta de manutenção. Mulher de 40 anos morreu dois dias após ser atingida por hélice de bote motorizado.

Publicado em: 06 de Dezembro de 2018
Foto Por: Divulgação G1
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Polícia Civil e Marinha investigam morte de triatleta após acidente com embarcação

O bote salva-vidas do Corpo de Bombeiros, usado no resgate da triatleta que morreu dois dias após ser atingida pela hélice da embarcação, foi liberado da perícia. Ele substituía três motos aquáticas que estão paradas na garagem do batalhão por falta de manutenção. Nesta quarta-feira (5), os bombeiros falaram a primeira vez sobre o acidente. 

O tenente do Corpo de Bombeiros, Carlos Farias, confirmou que os veículos estão parados, mas explicou que a embarcação foi usada por causa da quantidade de pessoas que estavam no local. Segundo ele, com o jetsky "em algum momento a área [da prova] ficaria sem ninguém", disse.

Ele disse que a prova funcionava da seguinte maneira: quatro boias de segurança formavam um quadrado no lago. Os atletas precisavam dar voltas no circuito. "No perímetro externo era a competição e no interno era onde ficavam as equipes de segurança. A logística foi escolhida para evitar que "houvesse confronto ou que a embarcação atravessasse a outra área", disse.

O comandante da Marinha no Tocantins disse que o caso será investigado. "Uma moto aquática pode ser utilizada. Ela confere, em linhas gerais, maior flexibilidade, porém todos os aspectos devem ser avaliados. Os próximos passos serão reunir as circunstâncias possíveis para averiguar as caudas, responsabilidades desse acidente", informou.

 

Entenda

A triatleta Ludimila Barbosa, de 40 anos, morreu por volta das 6h15 desta terça-feira. Ela foi atingida pela hélice de um bote salva-vidas dos Bombeiros, durante uma competição. A vítima estava internada desde o último domingo (2), na UTI do Hospital Geral de Palmas em estado grave. Por causa do acidente, precisou amputar o pé esquerdo.

A morte foi confirmada pela Secretaria Estadual da Saúde, a qual em nota informou que mesmo com todos os recursos disponíveis a paciente não resistiu.

O acidente aconteceu no lago de Palmas durante a 6ª etapa do circuito estadual de Maratona Aquática do Tocantins. Ludimila participava de competições desde o fim de 2017 e era professora no Centro Municipal de Educação Infantil João e Maria, da Prefeitura de Palmas. Uma faixa de luto foi colocada na porta da unidade escolar.

O corpo de Ludimila foi velado na Casa de Maria em Palmas nesta terça-feira (4). Em seguida, foi levado para Brasília e enterrado nesta quarta-feira (5).

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