IBGE visita 2,6 mil casas no TO para investigar casos de violência e estilo de vida dos moradores

Agentes de pesquisa farão perguntas sobre sedentarismo, consumo de álcool e atividade sexual. Pesquisa Nacional de Saúde será feita em Palmas e em 45 cidades.

Publicado em: 03 de Setembro de 2019
Foto Por: Edu Fortes/Prefeitura de Palmas
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Pesquisa Nacional de Saúde é realizada em Palmas e em 45 cidades

Por Agentes de pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) vão visitar 2,6 mil casas no Tocantins a partir desta segunda-feira (2) para investigar o estilo de vida dos moradores. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) é realizada em parceria com o Ministério da Saúde e Organização Internacional do Trabalho. A ideia é apurar a prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e a quantidade de pessoas com incapacidades físicas.

Os agentes vão perguntar sobre o estilo de vida dos moradores, como nível de sedentarismo, tabagismo, dieta, consumo de álcool, além de indicadores relativos à saúde bucal. A pesquisa também verificará se a população sofreu algum tipo de violência, em que local e quem era o agressor, além de detalhar a natureza dessa violência, se é física, sexual ou psicológica.

A pesquisa já começou em Paraíso do Tocantins, Araguaína e Araguatins. Em Palmas, inicia nesta segunda-feira (2) na quadra 409 Norte. Ao todo, 25 agentes atuarão na capital e em 45 cidades. Os agentes de pesquisa do IBGE estarão identificados com o crachá e usarão equipamento eletrônico de coleta de dados (computador de mão). Os moradores poderão confirmar a identidade do entrevistador em ligação telefônica gratuita para 0800-721-8181.

Em todo o país, serão 1,5 mil agentes visitando 108 mil domicílios em mais de 2 mil municípios. A coleta irá até fevereiro de 2020 e os primeiros resultados estão previstos para serem divulgados em 2021.

A pesquisa também coleta os dados sobre peso e altura de um dos moradores dos domicílios visitados, para detectar a incidência de obesidade e estabelecer as medianas de peso e altura da população.

Na edição 2019, também abordará outros temas, como paternidade, participação masculina no pré-natal e condições de trabalho, como condições insalubres no ambiente de trabalho, além de problemas de saúde relacionados. Há ainda um módulo sobre atividade sexual, que será aplicado aos moradores maiores de 18 anos, com perguntas sobre o uso de preservativos e a idade em que a pessoa teve sua primeira relação.

A PNS foi a campo pela primeira vez em 2013 e mostrou, por exemplo, que entre a população com 18 anos ou mais de idade, 14,5% fumavam cigarro e 24,0% ingeriam bebida alcoólica pelos menos uma vez por semana. Entre as mulheres que tiveram filho no período de referência da pesquisa, 54,7% fizeram cesariana.

Na época, a pesquisa revelou ainda que a obesidade acometia um em cada cinco adultos e esse percentual era mais alto entre as mulheres (24,4%) do que entre os homens (16,8%). Mostrou que 11,2 milhões de pessoas foram diagnosticadas com depressão por um profissional de saúde mental. Ainda entre os adultos do país, segundo a PNS 2013, 21,4% eram hipertensos, 6,2% eram diabéticos e 12,5% apresentavam colesterol alto.

A previsão é que a pesquisa seja realizada a cada cinco anos, com detalhamento nos níveis Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas que contenham os municípios das capitais e municípios das capitais.

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