Peritos coletam DNA de presos para formar banco genético e ajudar nas investigações de crimes no TO

O objetivo é realizar 500 procedimentos esse ano em todo o estado. Banco genético incluirá dados de condenados por crimes hediondos ou dolosos.

Publicado em: 25 de Maio de 2019
Foto Por: Wherbert Araújo/SSP
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Peritos coletam DNA de presos da CPP de Palmas

Peritos do Instituto de Criminalística coletaram material genético de 171 presos condenados, que cumprem pena na Casa de Prisão Provisória de Palmas. A primeira etapa do projeto foi concluída nesta sexta-feira (25). O objetivo é realizar 500 procedimentos esse ano em todo o estado para ajudar na resolução de crimes.

O DNA dos presos é coletado através da saliva. Os dados serão incluídos no Banco Nacional de Perfis Genéticos, mantido pelo governo federal. O projeto está sendo executado pelos estados a partir desse ano, por imposição do projeto anticorrupção e anticrime proposto por Sérgio Moro.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins, a partir de verba do governo federal, também está sendo feita uma reforma no Instituto de Criminalística em Palmas e capacitação dos peritos para que, a partir do segundo semestre, os exames de DNA sejam feitos no estado.

O procedimento da coleta de DNA é feito apenas com presos condenados por crimes hediondos ou dolosos praticados com grave violência à pessoa. Os dados são sigilosos e podem ser acessados por autoridades policiais em inquéritos, após autorização judicial. A intenção é auxiliar nas investigações e resolução de delitos.

A coleta de material biológico para a obtenção do perfil genético é prevista como forma de identificação criminal pela Lei de Execuções Penais desde o ano de 2012.

Número de coletas realizadas em Palmas e concluídas nesta sexta-feira, 24, pelo Instituto de Criminalística, representa cerca de 35% do projetado pelo governo federal para o Tocantins em 2019. Segundo a diretora de Perícia Criminal da SSP, Dunya Wieczorek Spricigo de Lima, a previsão é que, além da capital, unidades prisionais do interior do estado também sejam objeto da ação.

“Nosso cronograma de execução já foi instituído e está sendo cumprindo rigorosamente, não sendo divulgado por questões de segurança. Em função de logística, Palmas foi escolhida para o início das ações, que também alcançarão cidades do interior”.

A coleta e o processamento das amostras biológicas de apenados no estado são custeados pelo governo federal e sua execução é coordenada pela Superintendência da Polícia Científica, órgão da SSP ao qual o Instituto de Criminalística – IC é subordinado, contando, ainda, com a parceria da Secretaria da Cidadania e Justiça, pasta responsável pelas unidades prisionais do Estado.

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