Suspeito de matar advogado pode ter fugido de batalhão da PM após pular cerca em horário de visitas

Ainda não há pistas do paradeiro do ex-PM do Pará Wanderson Silva de Souza. Ele é um dos acusados de matar o advogado Danilo Sandes, em Araguaína, norte do Tocantins.

Publicado em: 08 de Outubro de 2019
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Ex-PM teria escapado de batalhão após pular cerca

Ainda não há pistas do paradeiro do ex-PM do Pará Wanderson Silva de Souza, que fugiu da sede do 1º Batalhão da Polícia Militar onde estava preso em Palmas.

 

Ele é acusado de matar o advogado Danilo Sandes em julho de 2017. O ex-militar dividia a cela com outros três presos e a suspeita é de que ele tenha escapado por uma tela na lateral do batalhão, próxima de uma área verde.

 

A fuga aconteceu na tarde deste sábado (5) durante o horário de visitas. O suspeito conseguiu escapar sem chamar atenção dos PMs do plantão que ficam na guarita na entrada.

 

O responsável pela comunicação da PM afirmou que não houve facilitação e explicou que o prédio não tem estrutura de uma cadeia.

 

"Elas não tem as mesmas estruturas das unidades prisionais. O que nós fazemos é receber presos determinados pela Justiça, que fiquem sob a guarda em uma unidade militar. Se houve falhas ou não houve, tudo isso vai ser apurado em um procedimento administrativo", explicou o major Cleiber Levy.

 

A polícia explicou ainda que está fazendo buscas para localizar o fugitivo.

 

Desde a prisão em 2017, Wanderson Sousa teve a liberdade negada sete vezes pela Justiça. Atualmente, existem dois pedidos de liberdade pendentes na justiça. O ex-policial militar, assim como os policiais Rone Marcelo Alves Paiva e João Oliveira, suspeitos de participar do assassinato, foram transferidos para Palmas em setembro de 2017 porque em Araguaína não tinham vagas nos batalhões da PM.

 

O advogado Danilo Sandes foi morto no final de julho de 2017 por causa de uma disputa por uma herança no valor de R$ 7 milhões. A morte da vítima teria sido encomendada pelo farmacêutico Robson Barbosa da Costa, de 32 anos, segundo apontaram as investigações da PM. Ele era cliente do advogado e parte em uma ação de inventário.

 

Indiciados

 

Em novembro de 2017, os suspeitos do assassinato foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio triplamente qualificado. O farmacêutico Robson Barbosa é apontado como mandante e os policiais militares Rone Marcelo e João Oliveira, assim como o ex-PM Wanderson Silva de Souza teriam executado o crime.

 

Os investigadores acreditam que Robson tenha decidido matar Danilo após ele se recusar a participar de uma fraude. Danillo representava Robson na disputa por uma herança de R$ 7 milhões e não quis ajudar o farmacêutico a esconder parte do dinheiro dos outros herdeiros.

 

O Ministério Público Estadual concordou com a conclusão da Polícia Civil e na época pediu à Justiça que os suspeitos tivessem a prisão preventiva decretada, aquele que não tem prazo para terminar. Eles já estavam presos, mas no sistema de prisão temporária.

 

O caso

 

Os investigadores afirmam que o farmacêutico se revoltou quando o advogado não aceitou participar de um esquema para ocultar bens. Danilo Sandes era responsável por fazer o inventário para toda a família, mas após a discussão deixou de representar Robson. Ao todo, seis pessoas disputam a herança.

 

Danilo desapareceu na manhã do dia 25 de julho de 2017. O amigo do advogado, José Ribamar Júnior, disse que ele foi visto pela última vez em um supermercado. "Ele deixou a mãe dele numa agência bancária, onde ela trabalha, e depois foi tomar café em um supermercado. Por volta das 9h, ele falou com a prima por telefone e disse que iria para Filadélfia, provavelmente resolver alguma questão ligada a um processo".

 

O advogado foi procurado durante quatro dias. O corpo dele foi encontrado no dia 29 às margens da TO-222, em decomposição. Ele estava apenas de cueca, com marcas de lesões, sangue e fogo, a 18 km de Araguaína, perto de entroncamento com Babaçulândia. A perícia recolheu um par de sapatos encontrado no local.

 

O delegado responsável pela investigação, Rerisson Macedo, disse que ele foi morto com dois disparos de arma de fogo.

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