Ex-secretário Leonardo Cintra é condenado por improbidade durante mandato como prefeito de Almas

Irregularidades teria ocorrido durante o ano de 2011. Ele foi secretário de meio ambiente do Tocantins até maio deste ano.

Publicado em: 14 de Agosto de 2019
Foto Por: Fernando Alves/Governo do Tocantins
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Leonardo Sette Cintra foi secretário de meio ambiente do Tocantins

O ex-secretário de meio ambiente do Tocantins Leonardo Sette Cintra foi condenado por atos de improbidade administrativa durante o mandato dele como prefeito de Almas, no sudeste do estado. A prestação de contas que Cintra apresentou para o ano de 2011 tinha irregularidades que foram apontadas pelo Ministério Público Estadual. O prejuízo pode ser superior a R$ 228 mil.

 

A condenação é para que o ex-gestor devolva ao município todo o dinheiro e também fique impedido de fechar contratos com o poder público ou concorrer a cargos públicos por cindo anos. As medidas foram determinadas pelo juiz João Alberto Mendes Bezerra Júnior, titular da Comarca de Almas.

 

A sentença é de primeira instância e cabe recurso. A defesa informou que vai recorrer (veja o posicionamento completo abaixo).

Para a Justiça, Cintra foi responsável por pagamentos indevidos de juros e multa que somam R$ 22.150,91; fracionamento de despesas para aquisição de vários tipos de produtos que chegam a R$ 100.435,55; apropriação indevida de R$ 127.804,17, sendo R$126.884,05 de contribuição previdenciária e R$ 920,13 de pensão alimentícia; e realização irregular de 252 contratos temporários.

 

Em 2015 o ex-prefeito chegou a ser afastado do cargo pelos crimes de prevaricação e usurpação de função pública. Na época, a acusação era de que a gestão da prefeitura era de fato exercida pelo pai dele, Osmar Lima Cintra.

 

Atá maio deste ano, Cintra foi secretário de meio ambiente do Tocantins.Ele perdeu o cargo quando o então secretário de saúde, Renato Jayme, foi colocado na pasta.

 

Outro lado

 

A advogada que representa Leonardo Sette Cintra informou que ainda não foi intimada, mas que vai recorrer ao Tribunal de Justiça por entender que houve cerceamento de defesa. Segundo ela, o juiz proferiu a sentença sem permitir a apresentação de provas que seriam necessárias, como depoimentos de testemunhas e perícias em documentos.

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