MPE vai investigar suspensão de delegados que começaram operação sobre funcionários fantasmas

Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte foram punidos pela corregedoria da Polícia Civil por 'insubordinação'. Promotor vai apurar denúncia de que eles estariam sofrendo perseguição.

Publicado em: 18 de Maio de 2019
Foto Por: Ronaldo Mitt/MPE-TO
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Ministério Público do Tocantins abriu investigação sobre o caso

O Ministério Público Estadual do Tocantins decidiu investigar denúncias de que dois delegados da Polícia Civil do estado estariam sofrendo perseguição por parte do governo Mauro Carlesse (PHS). Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte denunciaram o caso após sofrerem punições da corregedoria da PC por 'insubordinação'.

Os dois delegados foram responsáveis pelas primeiras fases da Operação Catarse, que investiga denúncias de funcionários fantasmas nos poderes Executivo e Legislativo do estado. Eles foram afastados da investigação pela Justiça após um pedido da cúpula da Secretaria de Segurança Pública, que alegava precisar deles em outras delegacias.

Segundo o documento do MPE, a legalidade das punições vai ser apurada, assim como o afastamento deles da investigação. Os promotores vão solicitar cópias de todos os processos administrativos contra os delegados para avaliar a condução do caso por parte da corregedoria.

O documento está assinado pelos promotores Edson Azambuja, Vinicius de Oliveira e Silva e André Ricardo Fonseca Carvalho.

Na época da suspensão dos delegados, a SSP informou que a medida foi tomada porque os dois teriam ameaçado prender o delegado-geral da Polícia Civil, Rossílio Correia. É de Correia o pedido para que os delegados fossem afastados da força-tarefa.

G1 procurou a SSP para comentar a abertura da investigação do MPE e aguarda resposta.

A operação

A Operação Catarse é uma força-tarefa de várias delegacias do estado para investigar danos ao erário público. As investigações começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaína, norte do Tocantins, em dezembro de 2018.

Depois, mandados foram cumpridos na Secretaria-geral de Governo, no Palácio Araguaia, onde os agentes encontraram indícios de que 300 funcionários estariam recebendo sem trabalhar. Essa fase da operação inclusive foi alvo de críticas do próprio secretário de segurança pública.

Gabinetes de deputados também já foram alvo da operação Catarse. Três funcionários da Assembleia Legislativa chegaram a ser presos preventivamente. Neste caso, a suspeita é de que assessores parlamentares tinham que devolver a maior parte do salário para pessoas ligadas aos parlamentares.

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