Psiquiatra diz que funcionários idealistas e empolgados são os que mais podem sofrer burnout

Síndrome pode ser decorrente de carga horária excessiva, da falta de reconhecimento ou de cansaço profundo. OMS diz que síndrome é resultante de estresse crônico.

Publicado em: 01 de Junho de 2019
Foto Por: Divulgação
Autor: Bem Estar
Fonte: Bem Estar

A Organização Mundial da Saúde considera o burnout como um problema diretamente ligado ao trabalho. Ele é uma síndrome resultante de estresse crônico e necessariamente tem origem no ambiente de trabalho.

Entenda diferenças entre burnout, estresse e depressão

A síndrome pode ser decorrente de uma carga horária excessiva, falta de reconhecimento dos chefes ou de um cansaço profundo, por exemplo, que não se resolve apenas com descanso ou férias. Outros fatores que podem desencadear o burnout no trabalho são:

Excesso de responsabilidades

Pouca autonomia para tomar decisões

Falta de justiça

Conflitos de valor

Mas o que fazer se o trabalho causa sofrimento mental? De acordo com o psiquiatra e consultor do Bem Estar Daniel Barros, o primeiro passo é entender o que é esse sofrimento. “É preciso mapear o sofrimento. Está sofrendo por causa do colega, do chefe, do subordinado, da comida, horário? É preciso entender qual aspecto que traz o sofrimento, para fazer uma intervenção específica”.

Alguns perfis são mais propensos a ter um burnout. “A gente pensa que quem tem burnout é o funcionário que não está nem aí, que não gosta do trabalho. Entretanto, é ao contrário. Quanto mais empolgado, quanto mais idealista, maior é o risco de sofrer burnout”, alerta o psiquiatra.

Recomeço

Como o burnout é uma situação ligada ao trabalho, o ideal é trabalhar em cima do problema. “Precisa identificar a falha, a relação da pessoa com o trabalho e fazer o manejo. A pessoa pode voltar, eventualmente, para o mesmo trabalho, com algumas adequações”.

A psicoterapia é o tratamento mais comum, mas o médico psiquiatra pode também prescrever medicamentos como antidepressivos e ansiolíticos.

Parte do tratamento consiste em mudar as condições do trabalho que levaram a pessoa à exaustão profunda. Também costuma-se recomendar atividade física regular, atividades de lazer, passar mais tempo com familiares e amigos, e exercícios para aliviar a tensão, por exemplo.

Tem como prevenir?

É muito importante o mapeamento de situações de estresse. “O mapeamento do dia a dia, da rotina, do que pode nos desgastar, do que nos estressa, nos ajuda a ver o que podemos evitar”, diz Barros.

Sono adequado, atividade física regular, exercícios de meditação também são bem-vindos. Tudo o que pode diminuir o estresse, consequentemente pode diminuir o risco de burnout.

Sintomas

Cansaço excessivo físico e mental

Dor de cabeça frequente

Alterações no apetite

Insônia

Dificuldades de concentração

Alteração nos batimentos cardíacos

Por ter sintomas parecidos com os da depressão e da ansiedade, a síndrome muitas vezes não é identificada corretamente.

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