Feira de Ciências trabalha temáticas sociais e desperta solidariedade nos estudantes

II Feira de Ciências do Colégio Adolfo Bezerra de Menezes trouxe o tema "Ciências para a sociedade – reduzindo desigualdades e construindo pontes na educação"

Publicado em: 20 de Setembro de 2019
Foto Por: Divulgação Seduc/Governo do Tocantins
Autor: Cláudio Paixão/Governo do Tocantins
Fonte: Ascom
Feira de Ciências promove conhecimentos científicos e desperta solidariedade

Em sua segunda edição, a Feira de Ciências do Colégio Adolfo Bezerra de Menezes alinhou conhecimento científico a temáticas de interesse social. Neste ano, o evento trouxe como tema "Ciências para a sociedade – reduzindo desigualdades e construindo pontes na educação" e teve culminância dos trabalhos na quarta e quinta-feira, 18 e 19, respectivamente.  

 

Os trabalhos desenvolvidos pelos alunos foram divididos na área de Ciências da Natureza e Matemática. Além disso, os experimentos trouxeram abordagens sociais, como a importância do cuidado com o fundo do mar, a preocupação com o próximo e reflexões sobre a má aplicação dos conhecimentos – como o acidente nuclear de Chernobyl.   

 

Na quarta-feira, os alunos realizaram a apresentação dos trabalhos na unidade de ensino e, nesta quinta-feira, foram entregues na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), do município, pães produzidos dentro do projeto "Química do Pão", que aborda temas como soluções e reações químicas e funções orgânicas. Os pães foram um dos experimentos realizados para a feira.   

 

A diretora do Colégio Adolfo Bezerra de Menezes, Paula Zerbine, explicou que a II Feira de Ciências é a concretização dos conteúdos trabalhados em sala de aula. "A iniciativa é importante para o fomento do conhecimento. É o momento em que os estudantes unem teoria e prática e percebem que a aprendizagem perpassa o livro didático e vai além".

 

Ainda de acordo com Paula Zerbine, a abordagem social feita durante a feira já teve uma repercussão direta na vida dos alunos. "Hoje mesmo, uma comissão de cerca de 10 alunos procurou a diretoria com a proposta de montar uma comissão de ajuda, para coletar alimentos e roupas para distribuir para as pessoas mais carentes. Os estudantes perceberam a necessidade de intervenção social", ressaltou.

 

Para o professor de química Raphael Mendes Rosa, que está à frente do Projeto "Química do Pão", desenvolvido desde 2017, os experimentos são fundamentais para fixar o conhecimento. "Além do conteúdo, trabalhamos a parte social, despertando o espírito solidário dos alunos. Estamos dando a possibilidade de os alunos verem como a ciência se aplica ao dia a dia e ajuda as pessoas a mudarem de vida", apontou.

 

O colégio conta com 1.600 alunos matriculados em três turnos e atendidos em quatro modalidades de ensino: ensino fundamental regular, ensino médio regular, EJA terceiro segmento e educação especial. Além disso, são atendidos 52 alunos especiais, todos incluídos no desenvolvimento das atividades da II Feira de Ciências.

 

A estudante Thainá Valéria Pereira Silva trabalhou, em conjunto com sua turma da 3ª série, com a reprodução do fundo do mar a partir dos estudos realizados nas aulas de biologia, e destacou a importância dessa atividade. "Esse trabalho nos sensibilizou para algumas questões sociais e proporcionou uma interatividade entre a turma e muito mais aprendizagem", pontuou.

 

Quem também se envolveu com o estudo sobre o fundo do mar, com foco na flora marítima, foi a estudante Régilla Maria Moura Pereira. Ela falou do conhecimento adquirido. "Muitos conteúdos que não sabíamos, pudemos descobrir por meio da feira. O trabalho foi desenvolvido com a proposta de despertar o interesse de toda a comunidade escolar pelo cuidado e preservação da vida marítima", apontou.  

 

A ciência como instrumento para a compreensão da vida, essa foi a lógica para alguns trabalhos apresentados na feira. A estudante da 1ª série, Thawany Machado Mendes, contou que sua turma trabalhou com a reprodução de uma célula eucarionte. "Compreendemos e partilhamos com os colegas sobre a importância das células para o corpo. Aprendemos de uma forma muito interessante", apontou.

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