Motoristas reclamam de insegurança em rodovia sem acostamento no sul do estado

Trecho é na BR-242 entre as cidades de Gurupi e Peixe. Alguns condutores afirmam que a falta do acostamento foi motivo de acidentes com morte na região.

Publicado em: 17 de Julho de 2019
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Motoristas reclamam da falta de acostamento no trecho entre Gurupi e Peixe

Motoristas que transitam pela BR-242 entre Gurupi e Peixe, no sul do Tocantins, estão preocupados com a estrutura da rodovia. Desta vez os problemas não são os buracos, já que o asfalto está em boas condições, mas a falta de acostamento em vários pontos da estrada.

 

"Eu acho muito perigoso, porque se você precisar parar não tem como. Qualquer imprevisto também fica complicado. Não tem acostamento", diz o encarregado civil Robs de Siqueira.

 

"Tem uns trechos realmente que precisa de acostamento. É muito perigoso. Tem alguns trechos aí que não tem a placa de proibido parar em acostamento, o pessoal para, principalmente nesta época do mês de julho.", afirma o comerciante Gilmar Barros.

 

O gerente de fazenda Marcelo Brito conta que já perdeu um amigo em um acidente na região e que acredita que a falta de acostamento pode ter contribuído para a batida. "O carro estava parado e ele veio no finalzinho da tarde, o carro bateu e tombou. Foi causado devido a falta de acostamento".

 

O código de trânsito afirma que o acostamento deve ser usado para que motoristas parem em casos de emergência e também para a circulação de pedestres e bicicletas, se não houve alternativas. Com menos de um metro em alguns pontos, o acostamento da BR-242 não tem como ser usado para nenhuma destas funções.

 

Em alguns casos, alternativas podem ser parar em postos de combustíveis ou entradas de fazendas, sempre tomando cuidado para não atrapalhar a circulação mesmo em estradas vicinais.

 

"Tente tirar ao máximo o veículo da pista para evitar um acidente. Caso não seja possível encontrar um local nestas condições, pare o veículo em uma reta, ou seja, para que os dois motoristas que venham nas duas direções tenham condições de visualizar aquele veículo. E além disso, sinalize o máximo possível", orienta o policial rodoviário federal Daniel de Oliveira.

 

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) foi procurado para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

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