Nova decisão autoriza transferência de delegados da equipe que investiga funcionários fantasmas

Desembargador Eurípedes Lamonier, do Tribunal de Justiça do Tocantins, entendeu que não ficou comprovado que a saída de dois delegados prejudica a investigação. Decisão de pedir a transferência foi do delegado-geral Rossílio Correia.

Publicado em: 09 de Fevereiro de 2019
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Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Decisão foi de desembargador do Tribunal de Justiça

Uma nova decisão da Justiça desta sexta-feira (8) autorizou a transferência de dois delegados que investigam o escândalo de funcionários fantasmas na Secretaria-Geral de Governo do Tocantins e na Assembleia Legislativa. Desde o fim de janeiro o delegado-geral da Polícia Civil, Rossílio Correia, tanta fazer com que Wanderson Chaves de Queiroz e Gregory Almeida Alves do Monte deixem a delegacia responsável pelo caso e voltem a outras unidades que chefiavam antes da investigação começar.

A decisão de autorizar a transferência é do desembargador Eurípedes Lamonier, do Tribunal de Justiça do Tocantins. Ele entendeu que não ficou comprovado que a saída de Queiroz e Monte do caso prejudica o trabalho da polícia. No pedido, os dois alegavam que não havia justificativa plausível para a mudança.

Desde que a polêmica começou, o delegado-geral afirma que as antigas unidades de Queiroz e Monte estão sendo prejudicadas pela ausência deles e que não é necessário que quatro delegados estejam a frente de um único inquérito.

A decisão de Lamonier saiu um dia após o juiz de primeira instância dar uma liminar que suspendia a ordem de transferência.

O delegado Wanderson Chaves de Queiroz disse que aguarda uma orientação do advogado dele de como proceder. O G1 ainda tenta contato com Gregory Almeida Alves do Monte.

O escândalo

A Operação Catarse é uma força-tarefa de várias delegacias do estado para investigar danos ao erário público. As investigações começaram após denúncias de funcionários fantasmas do governo do Estado em Araguaína, norte do Tocantins.

Depois, mandados foram cumpridos na Secretaria-geral de Governo, no Palácio Araguaia, onde os agentes encontraram indícios de que 300 funcionários estariam recebendo sem trabalhar.

O caso chegou na Assembleia Legislativa em dezembro. Três funcionários do deputado Valdemar Júnior foram presos suspeitos de participar de um esquema. O deputado e a ex-mulher dele são apontados como beneficiados no esquema.

As investigações miram também o atual presidente da AL, Antônio Andrade. Funcionários do gabinete dele confessaram à polícia que recebiam sem trabalhar e um deles disse até que devolvia o dinheiro diretamente na conta do filho do deputado, o vereador por Porto Nacional Tony Andrade.

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