Operário morre após ser esmagado por forma utilizada na construção de casas populares

Acidente aconteceu nas obras de um residencial do Programa Minha Casa Minha Vida, na região sul de Palmas. Fortes rajadas de vento teriam causado a queda da placa de metal.

Publicado em: 20 de Julho de 2019
Foto Por: Divulgação
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Acidente aconteceu em construção de casas populares

Um operário morreu durante um acidente de trabalho nas obras de construção do residencial Recanto das Araras, na região sul de Palmas. José Fernandes Moraes Santos, de 31 anos, foi esmagado por uma forma metálica usada para construir as casas pré-moldadas.

As casas populares dessa obra estão sendo construídas com formas de metal, que são instaladas pra receber concreto e depois são retiradas. O acidente aconteceu no momento em que as formas estavam sendo montadas em uma casa que seria concretada nesta sexta-feira (19).

Testemunhas contaram à TV Anhanguera que no momento do acidente ventava muito forte e as rajadas teriam feito a placa de metal cair em cima do operário. De acordo com o núcleo de meteorologia da Universidade do Tocantins (Unitins), a velocidade do vento alcançou 61 km/h nesta manhã.

José Fernandes Moraes Santos morava no setor Vista Alegre, que fica ao lado da obra. O corpo dele ainda está no local até que a perícia termine os trabalhos. O trabalhador deixou esposa e dois filhos.

O residencial Recanto das Araras fica próximo ao setor Santa Fé. As obras foram lançadas no ano passado por um convênio entre a Prefeitura de Palmas e o governo federal. O residencial terá 500 unidades habitacionais construídas com recursos do Programa Minha Casa Minha Vida.

Outro lado

A Prefeitura de Palmas foi questionada sobre o acidente, mas informou que a obra é executada com recursos do governo federal e o ente financeiro, neste caso a Caixa Econômica Federal, é responsável pelo acompanhamento da obra.

"A Prefeitura de Palmas fica responsável pela indicação das famílias que irão morar nos empreendimentos e a execução das ações sociais de capacitação e convivência", diz nota.

O G1 solicitou posicionamento da Caixa Econômica, Ministério das Cidades e da construtora responsável pelas obras e aguarda os posicionamentos.

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