Pacientes reclamam da demora em cirurgias e denunciam falta de insumos e medicamentos no HGP

Acompanhante afirma que fila de espera não está sendo respeitada pelo hospital. Jovem conta que faltam até remédios para dor na unidade.

Publicado em: 16 de Julho de 2019
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Hospital Geral de Palmas é a maior unidade pública do estado

Pacientes voltaram a denunciar problemas no Hospital Geral de Palmas (HGP). Além da demora na falta de cirurgias, faltam insumos e até medicamentos para dor na maior unidade pública do estado.

 

A Damiana Siqueira está internada há quase três meses. Desde maio ela espera por uma cirurgia na tíbia. "Tem uma lista de espera que eles falam que seguem, mas não seguem porque eu estou acompanhando desde o início. Eles passam as pessoas na frente e a gente vai ficando para trás", afirmou.

 

O estudante Higor Mariano Siqueira Costa é acompanhante da mãe. Ele conta que faltam insumos. "Tem dia lá que eu vejo que não tem medicamento para dor nem nada. Eles não dão reposta, não dão nada. A gente fica sem saber nada, pouca transparência".

 

No mês passado, pacientes fizeram um vídeo em que aparece lixo acumulado no HGP e pessoas internadas nos corredores. A situação repete. "É uma lotação muito grande. A gente não tem nem uma cadeira para sentar. Nem uma cadeira de rodas eles tinham para pôr minha mãe. Mandaram eu trazer de casa", disse a dona de casa Marinalva da Silva Pereira.

 

O pai dela está internado e não tem previsão de alta porque precisa de uma cirurgia no maxilar. "Meu pai tem 80 anos, pra ficar nessa situação. Ele não come, ele não fala porque a dor não deixa", disse.

 

Uma acompanhante, que preferiu não se identificar, está com a irmã, que está internada e em coma. Ela conta que saiu de Gurupi, na região sul, após a irmã passar mal com dores na cabeça e ter buscado atendimento no Hospital Regional da cidade.

 

"Tivemos que pagar um exame particular para que a gente pudesse ter um diagnóstico do problema dela e acabou que no dia em que a gente fazia o exame não tinha médico especialista na área para ver o exame que a gente tinha pago", contou.

 

No Hospital Geral de Palmas os problemas continuam. "Tem um dia que estou aqui e ela não tem um diagnóstico do problema também. Tá só se agravando o problema dela e a gente não tem o que fazer. Para quem tem um problema neurológico o tempo conta muito, não pode esperar. O medo mesmo é de ir à óbito", lamentou.

 

Outro lado

 

Em nota, a Secretaria de Estado da Saúde informou que a realização de cirurgias ortopédicas eletivas depende da classificação do paciente que abrangem critérios médicos, idade e complexidade da fratura.

 

Informou ainda que para dar mais celeridade aos atendimentos está trabalhando na ampliação do centro cirúrgico do Hospital Geral de Palmas, que deverá ser entregue em breve. Porém, o governo não deu data certa.

 

Em relação à falta insumos e medicamentos, a secretaria afirma que são pontuais e que já esta trabalhando para regulação do estoque da unidade.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.