Política e Protocolos de Segurança do Paciente são discutidos em seminário

Publicado em: 06 de Dezembro de 2018
Foto Por: Nielcem Fernandes
Autor: Camilla Negre/ Governo do Tocantins
Fonte: Ascom

Coordenadores de Vigilância Sanitária (VISA) dos municípios de Palmas, Gurupi, Porto Nacional e Paraíso, diretores hospitalares e Coordenadores de Núcleo de Segurança do Paciente de estabelecimentos de saúde, além de alunos e servidores da Secretaria de Estado da Saúde (SES) discutiram protocolos e política de segurança do paciente nas unidades de saúde.  O debate do assunto aconteceu no I Seminário Estadual de Segurança do Paciente realizado no auditório do Palácio Araguaia nesta quarta-feira, 05.

A discussão do seminário girou em torno da implantação e/ou implementação do Núcleo de Segurança do Paciente para que a VISA trabalhe na fiscalização referente aos protocolos básicos dos núcleos nos estabelecimentos de saúde públicos, privados, filantrópicos, civis ou militares, incluído aqueles que exercem ações de ensino e pesquisa.

A coordenadora do Núcleo Estadual de Segurança do Paciente da VISA, Cristina de Freitas, informou que atualmente 26 núcleos estão cadastrados no Estado e falou sobre alguns desses protocolos básicos a serem implantados.

"O Núcleo de Segurança do Paciente deve implantar seis protocolos básicos de acordo com as portarias do Ministério da Saúde, que são; cirurgia segura, prática de higiene das mãos, serviço de saúde e prevenção de lesão por pressão, prevenção de quedas em pacientes hospitalizados, identificação do paciente, segurança na prescrição e uso e administração de medicamentos". 

A programação do evento contou com palestras de profissionais de renome estadual e nacional, que atualmente estão à linha de frente do cuidado com o paciente. Alguns dos temas discutidos foram; Desafios e Conscientização de Novos Paradigmas nos serviços da saúde no Tocantins, Incidentes adversos relacionados à assistência de serviços de saúde e Metodologia didáticas Inovadoras: Tecnologia como ferramenta de conhecimento, por exemplo. 

Uma das palestrantes, Dolly Cammarote, da Rede Sentinela Anvisa em sua fala observou que "a importância do tema, está intimamente relacionada ao produto final dos serviços de saúde, que é um atendimento correto e eficaz para o paciente e  está sendo abraçado tanto pela Vigilância Sanitária do Estado quanto pela e Secretaria Estadual da Saúde, fico muito feliz em ver esse avanço". 

Qualidade no serviço

O diretor de Vigilância Sanitária Estadual, Thiago Botelho destacou que uma política de segurança no paciente reduz custos de modo geral para a saúde e garante a qualidade do serviço. "A ideia é que o paciente entre no serviço de saúde e saia sem nenhum tipo de intercorrência ou eventos adversos, que são os incidentes que possam ocorrer. A ideia dessa discussão é criar barreiras para que esses eventos não ocorram dentro dos serviços e o paciente só fique o tempo necessário de sua recuperação" disse ele.

Ainda de acordo com Tiago, é preciso avançar nesse aspecto aqui no Tocantins iniciando com a implementação dos Núcleos de Segurança do Paciente, nos estabelecimentos de saúde. "Está sendo proposto um Plano estadual de Segurança do Paciente, esse plano contempla a estruturação dos núcleos dentro das unidades, implementação de alguns dos protocolos básicos, e obtenção de dados de eventos adversos" pontuou.

Dados

No cenário nacional, dados apontam números preocupantes com relação a eventos adversos na saúde. A cada três minutos, por exemplo, dois brasileiros morrem por eventos adversos. Estima-se que em 2015 essas falhas acarretaram em 434.000 óbitos equivalentes a mil mortes por dia no Brasil. De acordo com esse cenário, essas mortes seriam a primeira ou segunda causa de óbitos nos país, a frente de doenças cardiovasculares e câncer que em 2013 mataram 339.672 e 196.954 pessoas respectivamente.

Portaria

A implantação dos Núcleos de Segurança tem como base a portaria GM/MS 529/2013 e RDC 36/2013 que pressupõem ações integradas para a segurança do paciente em todos os níveis do sistema nacional de vigilância sanitária, com a responsabilidade de acompanhar as instituições de saúde no âmbito estadual e desenvolver ações, de controle e melhoria do atendimento prestado nos serviços de saúde conforme preconização no Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP).

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