Prefeito Dotozim vai perder a visão do olho direito por tiro que acertou o rosto

Publicado em: 12 de Janeiro de 2019
Foto Por: Facebook
Autor: Cleber Toledo
Fonte: Cleber Toledo
Prefeito de Novo, Elson Lino de Aguiar Filho, o Dotozim

O prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar Filho, o Dotozim, 59 anos, vai passar por uma cirugia de reconstrução facial nesta sexta-feira, 11, no Hospital Geral de Palmas (HGP), onde está internado desde quarta-feira, 9, quando sofreu um atentado.

 

Conforme o CT apurou, Dotozim não corre risco de morte, mas perderá a visão do olho direito.

 

Ele levou três tiros: um na perna, outro no braço e o terceiro entrou pelo queixo e saiu próximo ao olho direito.

 

Conforme a Polícia Civil, teria sido o vice-prefeito da cidade, Leto Moura Leitão Filho, o Letim Leitão, de 40 anos, quem teria contratado um pistoleiro por R$ 10 mil para matar Dotozim.

 

O vice negou o crime, mas está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP), junto com o suspeito de ser o pistoleiro, Gustavo Araújo da Silva, que teria sido contratado pelo empresário Paulo Henrique Sousa, também detido.

 

Gustavo, segundo a Polícia Civil, é membro de uma facção criminosa e envolvido com tráfico de drogas.

 

Já após o atentado, segundo a Polícia, quando viu que Dotozim não havia morrido, Letim teria dobrado o valor e ofereceu R$ 20 mil para que o pistoleiro terminasse o serviço depois que o prefeito deixasse o hospital.

 

O delegado Leandro Risi, que coordenou a investigação, afirmou à TV Anhanguera que o crime teria sido motivado por conflitos na distribuição de propinas. Segundo Risi, os recursos viriam de fraudes em licitações na Prefeitura de Novo Acordo.

 

De acordo com o delegado, Dotozim teria se recusado a repassar para Letim parte dos R$ 800 mil supostamente recebidos de propina.

 

Em nota, o secretário municipal de Administração de Novo Acordo, Sildomar Alves Pereira, afirmou que “o prefeito jamais permitiu qualquer tipo de ato ilícito durante o seu mandato, inclusive, nunca permitiu que se efetivasse qualquer pagamento a fornecedor sem processo licitatório devidamente formalizado nos moldes da legislação brasileira”.

 

Ele ainda disse que “repudia as palavras do vice- prefeito de que teria dinheiro a receber da prefeitura por supostas fraudes a licitação”. 

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