Subcomandante da PM tem 15 dias para apresentar defesa por invasão à delegacia

Justiça deu prazo de 15 dias para defesa de militar se manifestar. Ele responde por improbidade administrativa e abuso de poder; invasão ocorreu após Polícia Civil começar investigar militares.

Publicado em: 13 de Junho de 2018
Foto Por: Reprodução
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Policiais armados invadiram a delegacia

A Justiça deu um prazo de 15 dias para a defesa do capitão Fernando Oliveira, subcomandante da Polícia Militar em Paraíso do Tocantins, se manifestar sobre uma ação por improbidade administrativa. Ele seria o responsável por comandar a invasão de uma delegacia da cidade. A ação contou com mais 10 policias armados com fuzis, em 2017. Os militares teriam tentado intimidar um delegado da Polícia Civil por causa de uma investigação.

 

Uma ação civil pública foi aberta pelo Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial (Gecep) na última semana. O prazo para defesa foi dado nesta segunda-feira (11) pela Justiça de Paraíso do Tocantins.

A invasão aconteceu em abril de 2017. Naquela ocasião, um grupo de policiais militares entrou na 2ª Delegacia de Polícia de Paraíso do Tocantins para supostamente intimidar o delegado Cassiano Ribeiro Oyama, responsável pela investigação de dois militares presos suspeitos de tráfico de drogas. Um vídeo feito no local mostrou parte da ação dos PMs.

Na época, o delegado responsável divulgou um áudio falando sobre o caso: "Perguntei: 'porque você invadiu a minha sala?' Ele disse: 'você invadiu meu batalhão'", disse o delegado Cassiano Ribeiro Oyama em trecho do áudio.

Segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o subcomandante usou o argumento de que iria protocolizar um ofício para invadiu a delegacia. "Valendo-se de seu posto hierárquico e abusando de sua autoridade, recrutou todos os policiais militares que estavam em serviço de rua naquele dia para, com ele, invadirem a 2ª Delegacia de Polícia de Paraíso", informou o MPE.

Para os promotores de justiça que iniciaram a ação, houve uma manifestação desproporcional de força e intimidação em resposta à investigação realizada pela Polícia Civil. Condutas que caracterizam ato de improbidade administrativa.

G1 entrou em contato com a Polícia Militar e aguarda resposta da corporação e do subcomandante.

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