Tocantins tem aumento de 787% nas notificações de dengue; oito pessoas morreram em 2019

Tocantins registrou 14.471 notificações de casos prováveis de dengue entre janeiro e agosto de 2019. Números ligam alerta para início do período chuvoso no estado.

Publicado em: 13 de Setembro de 2019
Foto Por: Reprodução/TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins.
Fonte: G1 Tocantins.
Casos de dengue tiveram aumento de notificações

O Tocantins registrou 14.471 notificações de casos prováveis de dengue entre janeiro e agosto de 2019. Este é o maior número registrado na última década e representa um aumento de 787% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando somente 1.631 casos foram registrados. Além disso, o estado teve o maior número de casos graves e oito mortes foram causadas pelo mosquito.

 

As mortes confirmadas aconteceram em Gurupi, Itacajá, Miracema, Palmas (duas vítimas), Paraíso do Tocantins, Pedro Afonso e Tocantínia. Além destes casos, outras sete mortes estão sob investigação.

 

"Esse a gente teve o maior número de casos graves da última década e isso se deve, comprovadamente, pela introdução do sorotipo dois. A dengue tem quatro sorotipos e o dois está circulando aqui no Tocantins. Ele é conhecido por provocar agravamentos que podem levar a óbito. Não é à toa que a gente está com oito óbitos em 2019, o maior número que tivemos recentemente", disse o gerente de vigilância de Arboviróses, Eversson Farias.

 

Apesar de o estado estar em um período que é considerado não epidêmico, por conta da estiagem, várias cidades têm concentrado mais de 70% dos casos. Isso liga o alerta para o início do período chuvoso deste ano.

 

Para quem foi vítima da doença, a lembrança não é nada boa. "É terrível. Realmente ela te nocauteia. Ela te joga e cada vez parece que agrava mais. Você sente muito pior, vem febre, dor de cabeça, dor no corpo inteiro. Você fica com náuseas e depois durante um bom tempo você não consegue se alimentar normalmente", disse a professora Monique Wermuth.

 

A conscientização individual ainda é a principal forma de combater o Aedes aegypti. "A população tem que ajudar primariamente cuidando do seu próprio território, da sua casa. Ele não deve terceirizar essa responsabilidade para o poder público, esperar que o agente de endemias o visite para cuidar do seu território. Ele tem que cuidar pelo menos uma vez por semana da situação da sua casa", afirma Eversson Farias.

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