Último vereador preso suspeito de cobrar propina para aprovar projetos sai da cadeia

Soltura aconteceu após pedido de Habeas Corpus. Operação acontece em Augustinópolis e prendeu quase todos os vereadores da cidade.

Publicado em: 09 de Fevereiro de 2019
Foto Por: Lucas Ferreira/ TV Anhanguera
Autor: G1 Tocantins
Fonte: G1 Tocantins
Polícia investiga esquema de propina na Câmara de Augustinópolis

Foi liberado da cadeia pública de Augustinópolis, no norte do Tocantins, o vereador Antônio José Queiroz dos Santos (PSB). Ele e outros 10 políticos são investigados por cobrar propina para aprovar projetos enviados pela prefeitura da cidade. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a liberação foi mediante ao Habeas Corpus emitido pela Justiça nesta quinta-feira (7).

A investigação do esquema começou no mês de janeiro, quando a polícia prendeu quase todos os vereadores de Augustinópolis.

político foi preso no último dia 29 de janeiro após se apresentar na delegacia de Paraíso do Tocantins. Os outros investigados já haviam sido presos e ele era o único considerado foragido. Antônio Queiroz foi transferido e ficou quase dez dias preso na cadeia pública de Augustinópolis.

Nessa nesta quinta-feira (7), 10 vereadores foram indiciados.

Veja os nomes dos vereadores indiciados:

  1. Maria Luisa de Jesus do Nascimento (PP)
  2. Antônio Silva Feitosa (PTB)
  3. Antônio José Queiroz dos Santos (PSB)
  4. Antônio Barbosa Sousa (SD)
  5. Edvan Neves Conceição (MDB)
  6. Ozeas Gomes Teixeira (PR)
  7. Francinildo Lopes Soares (PSDB)
  8. Angela Maria Silva Araújo de Oliveira (PSDB)
  9. Marcos Pereira de Alencar (PRB)
  10. Wagner Mariano Uchôa Lima (MDB)

Entenda

Quase todos os vereadores de Augustinópolis foram presos durante a operação Perfídia no dia 25 de janeiro, suspeitos de integrarem uma organização criminosa. Na época, a Justiça determinou a prisão temporária de dez vereadores da cidade. Apenas o presidente da Câmara não teve a prisão decretada, mas foi levado para depor. Ao todo, a cidade tem 11 vereadores.

Quatro dias após as prisões, nove dos vereadores foram soltos. A medida foi tomada porque o prazo das prisões temporárias deles venceu e a Polícia Civil não viu necessidade de pedir prorrogação. O único que continuou preso foi Antônio José Queiroz dos Santos (PSB), que estava foragido e se entregou dias depois.

Os parlamentares continuam afastados das funções e não podem entrar no prédio da Câmara de Vereadores. Os suplentes dos vereadores tomaram posse e devem assumir o Legislativo da cidade por 180 dias.

 

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