Vice nega ter encomendado atentado contra prefeito: "Dotozim é meu amigo"

Ele foi preso pela Polícia Civil e é suspeito de oferecer R$ 20 mil a pistoleiro para que terminasse a tarefa. O prefeito de Novo Acordo levou três tiros e está internado em Palmas.

Publicado em: 11 de Janeiro de 2019
Foto Por: Manoela Messias/TV Anhanguera
Autor: TV Anhanguera
Fonte: G1 Tocantins
Crime foi dentro da casa do prefeito

Em entrevista à TV Anhanguera, Leto Moura Leitão Filho (PRB) negou que tenha encomendado a morte do prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (MDB), conhecido como Dotozim.

 

"Eu sou inocente. Não mandei matar ninguém. Dotozim é meu amigo", disse o suspeito ao sair da delegacia e ser levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas, na noite desta quinta-feira (10).

 

O atentando contra o prefeito, foi nesta quarta-feira (9). Ele levou três tiros e pelo menos um atingiu o rosto, mas está fora de perigo.

 

O político está internado no Hospital Geral de Palmas. A família informou que ele está consciente e estável, mas pode perder a visão de um olho.

 

Antes de ser vice na chapa de Dotozim, Leto Moura foi candidato a vereador da cidade em 2004.

 

Além dele, está preso Gustavo Araújo da Silva, suspeito de ser o executor do atentado. Inicialmente, eles teriam combinado um pagamento de R$ 10 mil pelo crime, mas o depósito não chegou a ser feito.

 

Também foi preso o empresário Paulo Henrique Sousa, suspeito de fazer a intermediação entre o político e Gustavo.

 

G1 ainda tenta contato com a defesa dos demais citados. Eles também foram presos em flagrante e levados para a Casa de Prisão Provisória de Palmas.

 

"Isto foi planejado mais ou menos há três meses. A morte do prefeito foi encomendada antes do natal, inclusive. Foi feita uma primeira tentativa, na verdade foram contratado dois indivíduos aqui de Palmas para executar o prefeito de Novo Acordo. Porém estes dois indivíduos não conseguiram ir na missão, digamos assim. Eles se deslocaram até Aparecida do Rio Negro, só que lá eles se envolveram em um problema com a Polícia Militar e eles retornaram", explicou o delegado Diogo Fonseca, que trabalha no caso.

 

Em entrevista à TV Anhanguera, o delegado Leandro Risi informou que o primeiro atentando foi encomendado por R$ 4 mil ainda em 2018, mas os pistoleiros não chegaram a ir até a cidade.

 

No segundo ataque, desta quarta, o pagamento combinado seria de R$ 10 mil. "Quando viram que o prefeito não tinha morrido, ele prometeu então R$ 20 mil para que eles voltassem e terminassem a tarefa após ele sair do hospital", disse o delegado.

 

Ainda de acordo com Risi, o crime teria sido motivado por conflitos na distribuição de propinas.

 

"Em princípio, por uma divisão de recursos advindos de fraudes em licitações na prefeitura de novo acordo", afirmou o delegado. O prefeito teria se recusado a repassar R$ 800 mil para o vice.

 

A defesa do prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar, repudiou a acusação de que haveria um esquema de proprina.

 

"O atual prefeito jamais permitiu qualquer tipo de ato ilícito durante o seu mandato, inclusive, nunca permitiu que se efetivasse qualquer pagamento a fornecedor sem processo licitatório devidamente formalizado", diz a nota.

 

O advogado disse ainda que a história e a carreira do político são marcadas por muito trabalho e honradez.

 

O crime

 

O prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (MDB), de 59 anos, foi baleado na cabeça ao sofrer o atentado na tarde desta quarta.

 

A família informou que o ele estava sozinho dentro de casa quando tudo aconteceu.

 

O imóvel não é murado e a porta da sala estava destrancada. O atirador entrou e abriu fogo contra o prefeito dentro do quarto dele. O gestor conseguiu chegar até a parte de fora, onde pediu socorro.

 

Três suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio foram presos em flagrante na manhã desta quinta: Leto Moura Leitão Filho, vice-prefeito de Novo Acordo; o empresário Paulo Henrique Sousa; e Gustavo Araújo da Silva, que seria o autor dos disparos.

 

Eles foram detidos pela Polícia Civil e levados à Delegacia de Investigações Criminais (Deic) de Palmas.

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