Domingo,
16 de Maio de 2021

Publicado em 16 de Abril de 2021 (Atualizado Há 4 semanas atrás)

Meus Amigos e Minhas Amigas,

Não canso de repetir como essa pandemia tem afetado os nossos sentimentos, o nosso psicológico.

Ouço sempre que, quando começamos a falar muito do passado é sinal de que estamos ficando velhos.

É verdade!

Mas com os anos vem a experiência, a diminuição dos arroubos da juventude, a melhoria no gênio forte (explosões de raiva) que por vezes incomodava nossos pais.

A morte do nosso amigo Zequinha Barbosa, ex-prefeito de Miranorte, deixou vários amigos muito tristes, até porque as duas cidades muito próximas potencializam a facilidade dos relacionamentos de amizades, e aqui nesse caso particularizo a classe política.

Zequinha era um sujeito alegre, de sorriso fácil, cuja uma das marcas características era a satisfação que demonstrava quando encontrava um amigo.

Fazia todos se sentirem importantes tamanho respeito e consideração que externava.

Com a partida do Zequinha se vai mais um político da velha guarda, aquele que gostava de gastar um pouco do seu tempo em uma boa prosa, que se achava fácil, sem burocracia, fácil acesso, quase sem interlocutores, ou seja, sempre disposto a tentar fazer alguma coisa.

Era um político que se encontrava em fila de banco.

Naquele tempo

Quase sempre era o próprio prefeito que operava as contas bancárias da prefeitura, e as agências eram também locais de boa conversa.

Quem não se lembra delas espaçosas com mesas do gerente, do sub gerente rodeada de cadeiras e alguém servindo um cafezinho?

Hoje são apertadas, quase sem funcionários, quase não se sabe quem é o gerente, e o contato maior é feito de forma fria, impessoal, ou seja, entre nós e os caixas eletrônicos.

Tempos que os caixas sabiam de cor as contas dos clientes.

Esses políticos das cidades interioranas estão indo embora! Zequinhas, Borbas e tantos outros não existem mais. 

Andavam sempre com um dinheirinho no bolso para dividir com os menos favorecidos.

E aqui não vai nenhuma crítica pela inexistência deles nos dias atuais, é o preço que pagamos pela modernidade.

Essas constatações nos remetem ao passado sem dúvida nos trazendo recordações e saudades, ao mesmo tempo em que nos fazem pensar que cada dia mais estamos ficando sem nossos verdadeiros amigos.

Essa é a minha Opinião!

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