Domingo,
01 de Agosto de 2021

PM diz que foi impedida de entrar no Mineirão em jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors que acabou em confusão

Segundo a corporação, policiais do Batalhão de Choque, que normalmente atuam dentro de campo para garantir a segurança de jogadores e arbitragem, precisaram ficar fora do estádio, devido à exigência de testes negativos contra a Covid-19 por parte da Conme

Autor: Bom Dia Minas e G1 Minas — Belo Horizonte

Fonte: G1 Minas — Belo Horizonte

Publicado em 21 de Julho de 2021 (Atualizado Há 2 semanas atrás)

Legenda: Membros da delegação do Boca Junior arremessaram grades de proteção e até bebedouro no Mineirão

Autor da Foto: Reprodução TV Globo

A Polícia Militar (PM), que normalmente atua na segurança da arbitragem e dos jogadores dentro de campo, foi impedida de entrar no Mineirão na noite desta terça-feira (20), segundo a corporação.

De acordo com a capitão Layla Brunnela, a Conmebol exigiu a apresentação de comprovantes de testes negativos contra a Covid-19, mas, como os policiais já tinham sido vacinados, não fizeram os exames.

Após o jogo entre Atlético-MG e Boca Juniors, pelas oitavas de final da Libertadores, houve uma briga generalizada no acesso aos vestiários. A delegação do time argentino chegou a arremessar grades de proteção contra seguranças do Galo e do Mineirão, e um dos jogadores lançou um bebedouro.

"Houve a determinação de um responsável pela segurança da Conmebol de que nossos policiais militares permanecessem fora do estádio. Eles estavam exigindo a presença física de um comprovante de testagem de Covid. Como nossos policiais militares já tiveram a questão da vacinação, não foram para lá com esse comprovante, e eles pediram que a gente se retirasse e ficasse na parte externa apenas apoiando", afirmou a capitão Layla.

Segundo ela, a equipe que ficaria dentro do campo é a do Batalhão de Choque, mas estes militares ficaram do lado de fora do estádio, apoiando as guarnições no policiamento.

Quando a confusão começou, militares do batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam) que estavam no estacionamento do estádio, aguardando a saída dos jogadores para realizar a escolta até o aeroporto, foram ao acesso dos vestiários para intervir na briga.

"Foi uma ação muito rápida. Eles chegam, já deparam com jogadores do Boca Juniors tentando acessar o vestiário dos jogadores atleticanos e fazem essa intervenção, dispersam, utilizando o gás de pimenta, gás lacrimogêneo", diz a capitão.

De acordo com a policial, foram arremessadas garrafas contra as guarnições e contra os seguranças. Os militares também foram alvos de garrafadas de cusparadas de jogadores.

Oito membros da delegação argentina foram identificados, com a ajuda de câmeras de segurança, e conduzidos pela polícia. No entanto, toda a equipe optou por ir à delegacia.

O time passou a noite na unidade da Polícia Civil no bairro Alípio de Melo, na Região da Pampulha, e perdeu o voo previsto para a madrugada desta quarta-feira (21) de volta para a Argentina. Até as 9h40, os jogadores permaneciam na delegacia.

Um novo embarque está previsto para as 15h, de acordo com a assessoria do BH Airport, concessionária que administra o aeroporto internacional de Belo Horizonte, em Confins.

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