Acordo entre Santos e Huachipato trava; Soteldo recebe sondagens

Acerto anunciado nunca saiu do papel, e atacante prefere não correr riscos

Publicado em: 09 de Janeiro de 2021
Foto Por: Ivan Storti/Santos FC
Autor: Bruno Giufrida — São Paulo
Fonte: GE
Soteldo em treino do Santos

O Santos anunciou no dia 21 de outubro que havia chegado a um acordo com o Huachipato, do Chile, para encerrar a dívida pela compra do atacante Soteldo. O acerto, porém, nunca saiu do papel.

 

À época, o então presidente Orlando Rollo anunciou, em entrevista coletiva, que o Santos cederia os 50% que tem de Soteldo ao Huachipato para encerrar a dívida de US$ 3,55 milhões (R$ 20 milhões). Assim, os chilenos teriam 100% dos direitos econômicos do jogador.

 

Soteldo e seus empresários entendem que o acordo é arriscado para o jogador. O Huachipato, com 100% dos direitos econômicos, poderia forçar uma negociação com qualquer outro clube – como quis vendê-lo para o Atlético-MG, por exemplo. Os chilenos não estariam autorizados a vender o atacante sem que ele aceitasse, mas teriam mais força no negócio.

 

Soteldo só quer deixar a Vila Belmiro para ir à Europa. E entende que permanecer no Peixe é o caminho mais curto.

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A um jogo da final da Libertadores, os empresários de Soteldo foram procurados informalmente por outros clubes interessados no jogador. Também por isso, o atacante teme que a evolução do acordo com o Huachipato possa atrapalhar seus planos.

 

O Santos ainda busca uma solução para a dívida. Em forte crise financeira, o Peixe não vê, pelo menos por enquanto, nenhuma possibilidade de pagar para ficar com 50% do atacante – o valor da primeira parcela de Lucas Veríssimo, por exemplo, será utilizado para quitar outras pendências.

 

Apesar de não se ver em condições de pagar o Huachipato e entender que a única saída é o acordo estabelecido por Orlando Rollo, o Santos sabe que a melhor opção seria manter 50% de Soteldo para lucrar com uma possível venda futuramente. Ao mesmo tempo, corre para se livrar da punição na Fifa.

 

Desde 2020, o clube e o jogador entendem que um valor ideal para uma possível negociação seria 15 milhões de euros (R$ 99 milhões, de acordo com a cotação desta sexta-feira). Com a mudança de diretoria e a chegada de Andres Rueda à presidência do Peixe, porém, o assunto ainda não foi discutido.

Enquanto isso, o Santos continua punido pela Fifa e impedido de registrar novos jogadores.

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