Domingo,
18 de Abril de 2021

Análise: último teste para final mostra erros que Corinthians não pode repetir na Copa do Brasil

Autor: Diego Ribeiro — São Paulo

Fonte: Globo esporte

Publicado em 06 de Outubro de 2018 (Atualizado Há 3 anos atrás)

Legenda: Sem Legenda

Autor da Foto: Marcos Ribolli

 

Corinthians que inicia a decisão da Copa do Brasil contra o Cruzeiro, na próxima quarta-feira, em Belo Horizonte, será praticamente o mesmo da derrota por 3 a 0 para o Flamengo, nesta sexta, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro.

O duelo foi encarado pelo técnico Jair Ventura como um último ensaio para a final – e, mais uma vez, ele viu uma defesa mal na bola aérea e um ataque que cria pouco. Uma derrota dura em noite que teve mais de 40 mil em Itaquera e viu a estreia da terceira camisa do Timão, em homenagem a Ayrton Senna. Não só isso: é a pior derrota do Corinthians na história de sua arena.

A foto que abre este texto (veja acima) traduz bem o sentimento do técnico após o apito final. Seus gestos em campo também: mais enérgico, irritado com o árbitro, reclamando, chamando jogadores para conversas ao pé do ouvido...

No teste contra o Flamengo, as virtudes e deficiências deste Corinthiansvoltaram a ficar claras. A cinco dias do jogo do ano (até o momento) para o clube, Jair teve um bom panorama do que deve manter e o que pode mudar para enfrentar o Cruzeiro em duas partidas decisivas.

O recado das arquibancadas veio no fim do jogo: "É quarta-feira!".

 

Abaixo, três pontos que o Corinthians precisa melhorar:

 

  • marcação pelas laterais sofreu com os avanços de Éverton Ribeiro e Vitinho – este último, principalmente, deitou e rolou em cima de Gabriel, improvisado na lateral direita. A solução aqui é simples: Fagner deve estar à disposição e jogar a final;

  • bola aérea, mais uma vez, deixou o Corinthians em apuros mesmo em casa. No primeiro gol do Flamengo, Paquetá sobra para Gabriel na marcação – e o volante, bem mais baixo, perde a disputa. Depois, no segundo, o mesmo Paquetá está sozinho para pegar a sobra de outro escanteio, com os corintianos quase dentro do gol;

  • criação ofensiva dependeu demais de Jadson, de novo. Clayson viveu noite pouco inspirada, enquanto Mateus Vital, por dentro, perdeu chance incrível de abrir o placar no primeiro tempo após receber "presente" da defesa do Flamengo. Faltou concentração. No banco de reservas, Pedrinho é a melhor opção. Por que não usá-lo desde o início?

 

Jair conversa com Jadson: técnico viu derrota dura em Itaquera — Foto: Marcos Ribolli

Jair conversa com Jadson: técnico viu derrota dura em Itaquera — Foto: Marcos Ribolli

O Corinthians até começou bem o jogo, montado com duas linhas de quatro jogadores, esperando o Flamengo em seu campo e buscando contra-ataques. Em dado momento do primeiro tempo, a posse de bolachegou a ser de 71% a 29% a favor do Rubro-Negro.

Duvida dessa pressão? Veja a sequência abaixo, um print do Tempo Real do jogo mostrado pelo GloboEsporte.com:

Vitinho, como já foi dito neste texto, jogou pelo lado de Gabriel – que, além de sofrer na defesa, não conseguiu subir ao ataque e ajudar Romero (e nem seria sua função mesmo). Mas, indiretamente, a ausência de Fagner também afetou o paraguaio, sumido na partida.

Isso tudo ocorreu antes dos dois gols de Paquetá, no início do segundo tempo. Depois deles, mais dois problemas ficaram expostos:

 

  • Assim como fez contra o mesmo Flamengo no jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, o Corinthians sentiu os gols – na outra ocasião, levou o empate e passou o resto do primeiro tempo sofrendo e dependendo de defesas de Cássio. O emocional pode fazer diferença na decisão;

  • Na hora do aperto, a falta de peças de reposição no elenco se faz presente. Quando precisou do resultado, Jair Ventura lançou Emerson Sheik e Danilo no jogo. Em 2012, seria ótimo. Hoje... O que preocupa é que não há tantas opções no banco além dos veteranos.

 

Contra o Cruzeiro, Douglas está suspenso. Depois da apresentação ruim de sexta-feira, o Corinthians deve ter Gabriel e Ralf como volantes, mais posicionados à frente da zaga, para, quem sabe, assegurar outro empate sem gols fora de casa – como fez na semifinal diante do Flamengo. Daquela vez, deu certo... No Mineirão, a missão será mais difícil.

Paquetá comemora gol do Flamengo; cabisbaixos, corintianos terão de melhorar na Copa do Brasil — Foto: Marcos Ribolli / GloboEsporte.com

Paquetá comemora gol do Flamengo; cabisbaixos, corintianos terão de melhorar na Copa do Brasil — Foto: Marcos Ribolli / GloboEsporte.com

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