Após polêmica com Blackstar, Crefisa deve renovar com Palmeiras apenas em janeiro

Patrocinadora atual quer esperar poeira baixar para acertar extensão de contrato

Publicado em: 19 de Dezembro de 2018
Foto Por: Fernando Vidotto
Autor: Martín Fernandez e Tossiro Neto — São Paulo
Fonte: Globo esporte
Leila Pereira, dona da Crefisa e conselheira do Palmeiras

A polêmica envolvendo a proposta bilionária de patrocínio da Blackstar, que o Palmeiras recusou ao descobrir que as garantias bancárias eram falsas, adiará a adiantada renovação de contrato da Crefisa e da Faculdade das Américas, atuais patrocinadoras do clube.

 

Leila Pereira – conselheira do Palmeiras e principal executiva da Crefisa e da Faculdade das Américas, de propriedade também do marido, o igualmente conselheiro José Roberto Lamacchia – decidiu esperar a poeira baixar para se reunir com o presidente Maurício Galiotte.

 

A atitude não significa que Leila tenha mudado de opinião com relação à extensão do acordo com o Palmeiras por três anos, a qual ela chegou a garantir logo após a conquista do título brasileiro, em São Januário.

 

A empresária quer que a polêmica com a Blackstar seja superada antes de concluir a negociação com o Palmeiras e assinar o novo contrato.

 

O acordo atual vence em 31 de dezembro, mas há garantia de preferência da renovação por até mais 30 dias.

 

A tendência é que o patrocínio passe de R$ 78 milhões anuais para pelo menos R$ 80 milhões. Em quatro anos de parceria, o clube conquistou três títulos nacionais: uma Copa do Brasil e duas edições do Campeonato Brasileiro.

Blackstar no Conselho

 

Na noite desta quarta-feira, na última reunião do Conselho Deliberativo em 2018, Alexandre Zanotta, ex-diretor jurídico e atual vice-presidente, apresentará aos conselheiros detalhes de toda a negociação com a empresa de Hong Kong.

 

Para o presidente do Conselho, Seraphim Del Grande, é prematuro falar em eventuais punições aos conselheiros do Palmeiras que apresentaram a Blackstar ao clube.

 

Primeiro seria preciso formar uma comissão especial para analisar o caso e ouvir os depoimentos de todos os envolvidos, o que ainda não tem prazo para acontecer.

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