Com torcida até no deserto, River Plate tenta espantar a zebra da vez no Mundial de Clubes

Diante de retrospecto recente complicado para os campeões da Libertadores, time argentino tenta não dar brecha para o azar diante do anfitrião Al Ain nos Emirados Árabes.

Publicado em: 18 de Dezembro de 2018
Foto Por: Reprodução / Twitter
Autor: Lucas Loos, Raphael De Angeli e Rogerio Romera — Abu Dhabi
Fonte: G1
Torcida no deserto

A vida dos campeões da Libertadores no Mundial de Clubes não tem sido fácil nesta década - em especial quando se trata de estreia nas semifinais da competição.

 

Que o digam Internacional, Atlético-MG e Atlético Nacional. O River Plate é a bola da vez e inicia a busca pelo bicampeonato nesta terça-feira, contra o Al Ain, que vem de duas vitórias e estreia dentro da sua casa, e é preciso, ao menos por ora, deixar de lado o histórico título da Libertadores.

 

 A mensagem foi dada em Madri. Não podemos deixar passar essa oportunidade porque é um privilégio estar aqui, não vamos deixar passar. O que aconteceu (vitória sobre o Boca) foi muito importante, mas não vamos ficar com isso na cabeça - disse Gallardo, em entrevista coletiva nesta terça-feira.

 

 

O River Plate estreia contra o Al Ain nesta terça-feira, às 14h30 (de Brasília), em duelo que o SporTV e o GloboEsporte.com transmitem ao vivo

 

Gallardo sabe que o River Plate não entra em campo garantido na final. Só nesta década Internacional, Atlético-MG e Atlético Nacional foram eliminados na estreia pelas zebras Mazembe (2010), Raja Casablanca (2013) e Kashima Antlers (2016), respectivamente.

 

Temos que tomar cuidado com relação a Al Ain, do meio para frente eles são rápidos e contam com jogadores altos que vão bem na jogada aérea. Temos que prestar atenção em todos os aspectos, como fazemos com todas as equipes que enfrentamos. Pelo que vimos, é um adversário difícil - alertou Maidana.

 

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Outros tantos venceram de forma apertada rivais de menor investimento ou pouca tradição e alguns precisaram até passar pela prorrogação, como San Lorenzo (contra o Auckland City em 2014) e Grêmio (contra o Pachuca em 2017). Na década inteira, o sul-americano com a estreia mais tranquila foi o Santos, que em 2011 bateu o então campeão japonês Kashima Reysol por 3 a 1 na semifinal.

 

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As estreias sul-americanas ao longo da década:

2010: Mazembe 2 x 0 Inter

2011: Kashiwa Reysol* 1 x 3 Santos

2012: Al-Ahly 0 x 1 Corinthians

2013: Raja Casablanca* 3 x 1 Atlético-MG

2014: San Lorenzo 2 x 1 Auckland City (na prorrogação)

2015: Sanfrecce Hiroshima* 0 x 1 River Plate

2016: Atlético Nacional 0 x 3 Kashima Antlers*

2017: Grêmio 1 x 0 Pachuca (na prorrogação)

 

*times anfitriões

 

Do outro lado, o Al Ain aposta no bom retrospecto dos times da casa no Mundial. Além dos recentes finalistas Kashima e Raja Casablanca, os anfitriões têm chegado com regularidade nas semifinais, mesmo estreando uma etapa antes dos demais. Nesta edição, o time do brasileiro Caio Lucas precisou bater o Team Wellington, da Nova Zelândia, e o Esperánce, da Tunísia, para chegar até aqui.

 

Por sermos do país anfitrião e por muitos duvidarem da nossa capacidade, isso nos deu uma força a mais pra podermos brigar com os grandes. Estamos muito feliz e cheios de vontade de jogar e fazer o que mais amamos, que é jogar futebol - disse o brasileiro.

 

Para montar o time para a estreia, Gallardo tem ainda algumas dúvidas no meio-campo e pode usar Nacho Fernandez, Enzo Pérez ou Quintero, o autor do gol do título da Libertadores. Dessa forma, é possível que o River vá a campo com a seguinte formação. Armani; Montiel, Maidana, Pinola e Casco; Nacho Fernández (ou Pérez ou Quintero), Palacios, Ponzio e Pity Martínez; Borré e Pratto.

 

Torcida até no deserto

 

Para compensar o fator casa, o River conta com uma boa torcida no país do Mundial de Clubes. Se os argentinos não tomam as contas das ruas dos Emirados Árabes, ao menos são animados e marcam presença no deserto, um dos pontos turísticos do país. O silêncio das dunas árabes foi quebrado pelo já tradicional refrão "El Pity Martínez, que loco que está".

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