Coronavírus: CEO da McLaren teme saída de quatro equipes se crise não for bem abordada

Zak Brown está muito preocupado com as consequências da pandemia mundial de coronavírus e defende teto orçamentário e mais medidas para salvar as finanças das escuderias

Publicado em: 06 de Abril de 2020
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Autor: GloboEsporte.com — Woking, Inglaterra
Fonte: GloboEsporte.com — Woking, Inglaterra
McLaren desistiu do GP da Austrália após funcionário testar positivo para coronavírus

"A F1 pode perder até quatro equipes se a crise do coronavírus não for tratada da maneira certa."

 O alerta foi feito pelo CEO da McLaren, Zak Brown, diante da crise pela pandemia mundial de coronavírus. Diante dos prejuízos pelo cancelamento/adiamento de até agora oito corridas, o repasse dos lucros será reduzido, e isso provoca uma reação em cadeia. A própria McLaren já reduziu salários e suspendeu contratos de funcionários. A crise assusta, segundo Brown.

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- Isso é potencialmente devastador para as equipes. E se é devastador para um número de equipes suficiente, que não precisa significar mais de duas, então é muito ameaçador para a F1 como um todo. Se não enfrentarmos essa situação de maneira muito agressiva, vejo duas equipes desaparecendo? Na verdade, eu poderia ver quatro equipes desaparecendo se isso não fosse tratado da maneira certa.

O dirigente lembrou que houve ocasiões recentes nas quais havia menos de dez equipes no grid, mas que esse é o mínimo para que a Fórmula 1 opere dentro de uma normalidade. Caso a situação piore, e mais de uma equipe saia, a situação pode ficar descontrolada:

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- Atualmente, temos 10 equipes, 20 carros no grid. Não faz muito tempo, depois da crise financeira, tínhamos 18 carros. Acho que esse é o limite, então, na realidade, provavelmente poderíamos perder uma. Duas se tornam a zona vermelha, e acho que três temos problemas muito, muito substanciais.

Brown reafirmou a necessidade de haver um teto orçamentário para as equipes. para 2021, foi acertado um limite de US$ 150 milhões (cerca de R$ 900 milhões por equipe), mas existe um movimento para que isso seja ainda mais reduzido.

- Você tem todo mundo com US$ 150 milhões, e a grande maioria - incluindo uma das grandes equipes - está disposta a ficar substancialmente abaixo dos US$ 150 milhões. Se não fizermos um limite de orçamento suficientemente agressivo e algumas pessoas sentirem que precisam completar esse ano e não têm chance de recuperá-lo, então se perguntam: por que estão nele? Ninguém compete na F1 apenas para compensar os números - finalizou.

Como consequência da pandemia de Covid-19, o novo regulamento da F1, que estava previsto para 2021, já passou para 2022 e pode ser adiado para 2023, para que os times consigam se preparar sem estourar seus gastos. Já o teto orçamentário foi mantido para 2021, enquanto o desenvolvimento dos motores poderá ser congelado.

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