Dia #3: Fred supera lamaçal, serra com neblina, empurra até fusca enguiçado e chega a São Paulo

A caminho do Fluminense, centroavante bate seu recorde nesta quarta-feira e pedala mais 175 km. Jogador faz sua última parada em Guaratinguetá antes de seguir para o Estado do Rio

Publicado em: 04 de Junho de 2020
Foto Por: Gustavo Lovalho / Sense Bike
Autor: GloboEsporte.com — Guaratinguetá, SP
Fonte: GloboEsporte.com
Fred bateu o seu recorde de pedalada hoje com 175 km

 O Tour do Fred mais uma vez varou a madrugada nesta quarta-feira. No dia mundial da bicicleta, o centroavante do Fluminense pedalou mais 175 km em 12 horas de estrada, seu recorde nessa maratona, e chegou a Guaratinguetá, no interior de São Paulo, para a última parada antes de seguir para o Estado do Rio de Janeiro. Agora, já são 490 km em três dias. Falta pouco!

 

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Apesar do dia ter sido o mais produtivo em termos de distância percorrida, foi também o mais difícil. Logo no início do trajeto, ao sair de Caxambu, no interior de Minas Gerais, Fred se deparou com um lamaçal na estrada de terra que impediu os carros de apoio passarem. O jogador teve que seguir por um longo caminho só com Jefferson, seu preparador físico, que também está de bicicleta.

 

Já de noite pela Estrada Real, formada por rotas de terra construídas para atividade minerária na época do Brasil-Colônia, Fred foi parado por uma família em um fusca para tirar uma foto. Mas na hora dos fãs irem embora, o carro enguiçou. Solidário, o centroavante ajudou a empurrar o veículo para pegar no "tranco".

 

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No caminho, Fred também fez uma vídeo-chamada com a filha, parou para comer macarrão com a mão e foi tietado até por um fã que saiu correndo de casa e esqueceu de tirar as pantufas dos pés. E quando passou pela cidade de Passa Quatro, ainda no território mineiro, ele se deparou com um grande grupo de torcedores no fim da noite que o recepcionou aos gritos de: "O Fred vai te pegar".

 

Fazendo um caminho alternativo justamente para evitar aglomerações por conta da pandemia do coronavírus, Fred se mostrou preocupado, pediu para não se aproximarem todos juntos, mas atendeu um a um. Na hora de descer a serra e cruzar o limite estadual entre Minas Gerais e São Paulo, a parte mais difícil do trajeto: pedalar no frio e no meio de uma neblina que limitava a visão.

 

Fred chegou às 2h15 em Guaratinguetá, onde um fisioterapeuta do Fluminense o esperava para fazer a sua recuperação. O destino final é o CT Carlos Castilho, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

 

O tour tem parceria com o "Strava", rede social do mundo especializada em atividades físicas, além da fabricante de bicicletas "Sense", a rede de atacadista "Villefort"; a empresa de suplementos "Pro-X" e a de uniformes de ciclismo "Ert Uniformes". Todos os valores de cachê serão doados para compra de cestas básicas para funcionários do clube e pessoas de comunidades carentes. Fred ainda prometeu distribuir uma cesta a mais a cada quilômetro percorrido.

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