Do topo da Série C para lanterna da Série B: Itamar Schülle fala sobre saída do Santa Cruz

Itamar Schülle deixou o Santa Cruz, colíder da Terceirona, e está perto de ser anunciado pelo Oeste, último colocado na segunda divisão

Publicado em: 09 de Setembro de 2020
Foto Por: Marlon Costa/Pernambuco Press
Autor: Lucas de Senna — Recife
Fonte: GE
Itamar Schulle, ex-treinador do Santa Cruz

O técnico Itamar Schülle deixou o Santa Cruz nesta terça-feira, em meio a um ótimo começo na Série C do Brasileiro - o time era colíder do grupo A. 

 

Seu destino deve ser o Oeste, que, curiosamente, está na lanterna da Série B. Apesar de não confirmar oficialmente que está fechando com o time do interior de São Paulo, Schülle falou sobre a saída do Arruda em entrevista ao ge.

 

"Acho que estou fazendo todas as coisas certas, da maneira certa. Avisei à diretoria, estou pagando minha multa rescisória, não vou levar nenhum jogador daqui. Então eu acho que estou saindo pela porta por onde entrei: a porta da frente."

 

Schülle teve bons resultados dentro de campo no Arruda. Além do já citado bom início na Terceirona, o técnico teve campanha invicta no Campeonato Pernambucano, mas não rendeu bem na final e foi derrotado nas penalidades pelo Salgueiro.

 

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Fora de campo, o treinador se envolveu em algumas polêmicas. Primeiro, apareceu jogando futebol com crianças na rua, sem máscara, após um treino.

 

Em outro momento, cornetou a assessoria após se enrolar com a máscara em coletiva. E por fim, na mais recente, reproduziu declarações homofóbicas de torcedores e criticou atleta e diretoria em uma entrevista.

 

Schülle pediu desculpas após os ocorridos. E apesar do estilo "brabo" em alguns momentos, também demonstrou bom humor e sensibilidade em outras ocasiões.

 

"Às vezes eu sou um pouquinho assim... Porque fui criado na roça, às vezes sou um pouco bruto nas palavras. Às vezes tem que pedir desculpas porque as palavras são meio mal colocadas por mim, mas tudo a gente vai aprendendo".

 

O técnico também preferiu deixar pra lá as constantes cobranças por reforços. O assunto foi constantemente repetido durante as entrevistas coletivas, principalmente no começo do ano.

 

"Não foi (falta de reforços) que pesou (para saída), eu há muito tempo me desgastei com isso. São coisas que já são passado, eu só quero falar de coisas boas e coisa boa foi ter vestido este manto, esta torcida maravilhosa que me apelidou de Tio Chico, que hoje, até minhas filhas me chamam de Tio de Chico."

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Por fim, Schülle também falou sobre Recife. A experiência na capital pernambucana foi boa? Com a palavra, o ex-técnico coral:

 

- A cidade de Recife é linda. Fui muito bem acolhido, o torcedor do Santa Cruz me abraçou de uma maneira muito linda. E o que me deixou emocionado é que muitas vezes eu saía na rua, acho que em função da minha careca, saía na rua e o torcedor do Náutico, torcedor do Sport me pedia para tirar foto. Então essa alegria, este carinho que o pessoal daqui me recebeu, pra mim é muito gratificante.

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