Fã de parapente, atleta faz ensaio de casamento em voo: "Me fez sentir a mais diva"

A atleta costuma jogar sementes de ipês durante os voos de parapente, em apoio as causas ambientais

Publicado em: 09 de Janeiro de 2021
Foto Por: Arquivo pessoal
Autor: Alexandre Achcar*, Palmas
Fonte: GE
Atleta faz ensaio de casamento em voo

O sonho de voar, virou realidade! Márcia Finelli, 41 anos, coleciona histórias em voos de parapente. A mineira de Belo Horizonte, que atualmente mora em Palmas (TO), já fez até ensaio de casamento durante voo, se aventurou no esporte profissional e atualmente apoia causas ambientais – jogando sementes do céu.

 

"Que mulher não quer ter um dia de noiva? Eu tive um dia completamente especial, todo meu nesse ensaio, onde me fez sentir a mais diva de todas as mulheres", conta Márcia Finelli.

 

A atleta se mudou para o Tocantins em 1999, mas só foi apresentada ao parapente em 2002 por uma amiga e desde então não largou mais o esporte.

 

- Ela me convidou para um passeio, não me contou onde iríamos, mas ela estava feliz porque eu havia topado. Era um evento masculino e ela se sentia sozinha. Eu adorava esportes, era academia, corrida e bike. Começamos a subir a serra, era um final de tarde [sobre o convite da amiga].

 

- Quando chegamos, tinha um mirante, e me lembro como se fosse hoje, um parapente amarelo decolando. Lembro até do barulho. Pensei: “ É isso que faltava na minha vida". Logo organizei e comecei minha aula no outro dia.

 

Os riscos que seriam enfrentados na nova modalidade geraram uma certa insegurança na família da atleta, que de início não apoiou a decisão.

 

- Eu sempre tinha que provar para minha família que o esporte não era perigoso, para isso eu nunca poderia errar, exigia muito de mim. O voo livre não é um esporte que nos dá muitas chances de erro. Um belo dia comecei a pesquisar mais, querer saber mais para nunca me machucar e provar para minha família que era mais responsabilidade do que risco.

 

Atleta joga sementes de ipês durante voo

 

A mineira foi aprimorando as habilidades e participando cada vez mais de competições. Foi então, que ela se tornou profissional do esporte.

 

- Consegui me classificar para a categoria de pilotos profissionais, já estava competindo com os melhores do mundo, fiquei entre os 25 pilotos [15º colocação]. Eu era a única mulher nesta competição, sempre tentei incentivar outras mulheres, mas o investimento era muito alto.

 

Márcia chegou a morar no Chile por quatro meses, e passou um ano na cidade de Auckland, na Nova Zelândia, para aprimorar cada vez mais dentro do esporte.

Quando retornou ao Brasil em 2015, a atleta veio para Palmas e seguiu realizando outros projetos e se aproximou principalmente das causas ambientais. Ela foi responsável por um evento de reflorestamento chamado “Interart”. A atleta na companhia de alguns amigos lançou sementes pelos céus em Tianguá-CE, com o objetivo de preservar o meio ambiente.

 

Essa não foi a única vez que Márcia realizou a ação, mesmo fora dos eventos, ela faz questão de lançar sementes em prol da natureza.

- Ficou marcado demais. Todos os anos faço questão de lançar sementes de Ipês.

Além das causas ambientais e das competições, em 2020 a Márcia participou de um ensaio fotográfico vestida de noiva no ar.

 

- Um belo dia recebo o convite para fazer um ensaio nas alturas: “Se eu gostaria de me vestir de noiva e ser fotografada? ”. Que mulher não quer ter um dia de noiva? Eu tive um dia completamente especial, todo meu nesse ensaio, onde me fez sentir a mais diva de todas as mulheres. Ótima produção e o dia estava simplesmente perfeito, o voo foi lindo, e o resultado das fotos surpreendente. Ficou gostinho de quero mais.

 

Atualmente Márcia não compete mais no parapente, mas continua praticando o esporte, e com patrocinadores que segue apoiando a jornada dela.

*Sob supervisão de Edson Reis

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie. Leia as perguntas mais frequentes para saber o que é impróprio ou ilegal.