Felipão diz que Cruzeiro ainda vai "penar", explica escalação de medalhões e pede reforços

Técnico ressalta que situação do time não se resolve em poucos jogos, afirma que jogadores mais jovens são "acessórios" e que diretoria vai em busca de novos nomes na próxima semana

Publicado em: 27 de Outubro de 2020
Foto Por: Marlon Costa / Pernambuco Press
Autor: Redação do ge — Belo Horizonte
Fonte: ge
Felipão durante Náutico x Cruzeiro

Foram poucos dias de trabalho. Mas, em cerca de uma semana, Luiz Felipe Scolari está invicto com o Cruzeiro. No entanto, com uma vitória e um empate, o treinador ainda não conseguiu tirar a equipe da zona de rebaixamento. A chance desse domingo não foi aproveitada. O Cruzeiro só arrancou um empate por 1 a 1 com o Náutico e perdeu a oportunidade de subir na tabela. Se tivesse conquistado os três pontos, o Cruzeiro sairia do Z-4 e ultrapassava o adversário direto.

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Nas primeiras duas partidas no comando da equipe, Felipão exaltou a dedicação do grupo e ressaltou que não podia cobrar mais dos jogadores. Mas, a partir de agora, o treinador vai passar a exigir mais resultado dos atletas em campo. Porém, Felipão já avisou que a situação do Cruzeiro não vai melhorar com poucos jogos.

 

"Eu tenho que cobrar agora, daqui pra frente, algumas coisas e alguns detalhes que nós vamos trabalhar, mas isso não é de um dia pro outro. E o Cruzeiro não vai sair dessa situação em três, quatro jogos. Vai ter que penar um pouco mais, por uma série de coisas que aconteceram antes. E nós não vamos aqui tapar o sol com a peneira" - Felipão.

 

O treinador repetiu a escalação que estreou com vitória sob seu comando (contra o Operário) no jogo diante do Náutico, com atletas experientes no ataque, mas que não têm correspondido em campo. Muitos torcedores reclamam da escalação com Marquinhos Gabriel e Marcelo Moreno. Enquanto isso, Felipão deixa no banco jovens atletas de frente, como Zé Eduardo e Airton, que entrou contra o Náutico e marcou o gol de empate (veja abaixo). Questionado, Scolari explicou o motivo de suas escolhas.

 

- Eu cheguei segunda-feira. Se eu fosse mágico, eu faria, mas eu não sei tudo. Eu não posso colocar, experimentar um jogador em jogos que valem três pontos estando no penúltimo lugar. Eu tenho que ter um pouco de tranquilidade para montar a equipe que acho que é adequada neste momento. No futuro eles vão ganhando chances.

 

Para Felipão, não é certo colocar a responsabilidade de resolver os problemas do Cruzeiro nas costas dos jogadores mais jovens.

 

- Eu sei que nós vamos dar a eles um pouco mais de qualidade e de conhecimento, mas nós não podemos enfrentar uma Série B com esse tipo de jogadores sendo os jogadores que são os principais, que vão fazer a diferença. Eles são acessórios. Então, é por isso que nós estamos nessa situação, porque ainda não podemos fazer com que os jogadores mais novos sejam os jogadores mais cobrados na nossa equipe, ou os mais exigidos da nossa equipe.

 

Projeto a longo prazo e reforços

O treinador, que assinou contrato de três anos, destacou que veio para o time celeste com uma ideia de projeto. O objetivo de Felipão no Cruzeiro é a longo prazo. Apesar de saber que a situação não se resolverá em pouco tempo, o treinador espera um trabalho longevo e espera a diretoria em busca de reforços já na próxima semana.

 

- Muita coisa para consertar, nós sabemos disso. Por isso que eu também aceitei essa situação de voltar ao Cruzeiro, porque o presidente me apresentou um projeto. Para este ano, para o centenário, no ano que vem, e para 2022. E acho que na semana que vem eles (diretoria) estão trabalhando em outras áreas, mas estão trabalhando com reforços. E a gente vai formar, na medida do possível, uma equipe mais forte a partir do segundo turno, para não corrermos esses riscos que estamos correndo agora.

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