Fornecedor atrasa pagamento de parcela e liga alerta no Flamengo para efeitos da crise do coronavírus

Adidas ainda não depositou os quase R$ 9 mi da primeira parcela anual da parceira e ainda não apresentou justificativas. Quarentena já levou outro patrocinador à rescisão

Publicado em: 06 de Abril de 2020
Foto Por: Divulgação/Flamengo
Autor: Cahê Mota, Gabriela Moreira e Thales Soares — Rio de Janeiro
Fonte: Globo Esporte
Flamengo não recebeu ainda primeira parcela do fornecedor

O Flamengo trabalha para retardar os efeitos econômicos da crise gerada pela pandemia do coronavírus internamente, mas externamente o clube recebeu o segundo golpe. Após um dos patrocinadores, que tinha a marca exposta no calção, rescindir o contrato, o fornecedor de material esportivo atrasou sem justificativas o pagamento do patrocínio e nem sugeriu uma nova data para quitar a dívida.

Por contrato, o Flamengo recebe anualmente R$ 17.725.750,00 da Adidas. O valor é pago semestralmente, em 1º de abril e 1º de outubro. E os R$ 8.862.875 referentes ao primeiro semestre não bateram na conta rubro-negra na última quarta-feira, data prevista. A empresa alemã não deu explicações para o atraso.

Acordo Flamengo / Fornecedor

  • Valor anual: R$ 17.725.750,00
  • Primeiro semestre: 01 de abril - R$ 8.862.875
  • Segundo semestre: 01 de outubro - R$ 8.862.875

O clube não comenta a situação. Internamente, porém, há preocupação com os efeitos financeiros da Covid-19, vistos como uma bola de neve. Há ainda quem afirme que o atraso não é a única pendência da fornecedora com o Flamengo.

A parceria do clube com a empresa teve início em 2013 e vai até 2023. Além da cota fixa de patrocínio, o Flamengo recebe valores referentes a royalties pela venda de produtos oficiais e premiação por metas esportivas alcançadas.

Com o pagamento integral do salário do mês de março e tentativa de manutenção da folha salarial intacta após as férias coletivas de abril, o Flamengo tem consciência de que é inviável seguir neste cenário caso a paralisação do futebol supere o mês de maio. Nos bastidores, os dirigentes trabalham por alternativas, mas evitam precipitar o início das negociações por redução de salário antes de uma posição das autoridades de saúde.

Ao que tudo indica, porém, é questão de tempo.

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