Domingo,
24 de Outubro de 2021

Hulk, do Atlético-MG, diz que não fica dois dias sem trabalhar e lembra atrito com Cuca: Importante para os dois

Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 10 gols, atacante de 35 anos afirma que relação com o treinador atleticano hoje é maravilhosa

Autor: Redação do ge — Rio de Janeiro

Fonte: ge — Rio de Janeiro

Publicado em 12 de Outubro de 2021 (Atualizado Há 2 semanas atrás)

Legenda: Hulk; Atlético-MG

Autor da Foto: Twitter Mineirão

Artilheiro do Campeonato Brasileiro com 10 gols ao lado de Yuri Alberto, do Inter, e de Gilberto, do Bahia; Hulk foi o convidado de Galvão Bueno no "Bem, Amigos!" desta segunda-feira. O bom momento no Atlético-MG foi um dos assuntos abordados pelo programa, e o atacante de 35 anos explicou por que está tão bem fisicamente.

Questionado sobre o fato de ter deixado a vitória por 3 a 1 sobre o Ceará com gelo na coxa esquerda, tratou de despreocupar os atleticanos.

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- Quero deixar vocês despreocupados, não tenho nenhuma lesão e já estou focado nos próximos jogos. Não tenho nada grave. Não consigo ficar dois dias sem trabalhar. Se eu jogar no domingo, tenho que descansar trabalhando na segunda e terça. Seja na academia fazendo recuperação ativa ou no campo. Isso já é coisa do meu corpo. Às vezes a gente vai jogar 21h e se apresenta às 11h da manhã no outro dia para fazer alongamento. A gente tem que conhecer o nosso corpo, e eu sei que preciso trabalhar para estar bem.

Ao falar da readaptação ao futebol brasileiro, Hulk revelou conversa com compatriotas que jogavam na China, citou a importância de Rodrigo Caetano e valorizou o desentendimento que teve com Cuca no início de sua passagem pelo Galo. Para ele, aquilo foi importante para se conhecerem.

- Eu conhecia pouco o futebol brasileiro, acompanhava assistindo. Mas conversava com Oscar, com Paulinho (ex-companheiros dele na China). Estávamos jogando pôquer um dia, e eu conversei de que poderia voltar para o Brasil. Eles disseram para eu pensar bem, que não seria tão fácil. Eu disse que estava cansado da China, e os meus filhos moram no Brasil. Pesou muito para eu voltar para o Brasil. Vim na expectativa de procurar entender o quanto antes o futebol jogado em campo.

- A equipe do Atlético me recebeu muito bem, e o Rodrigo Caetano sempre esteve me aconselhando. Ele trabalhou com o Deco quando voltou para o Fluminense. O Cuca foi muito importante, teve aquele desentendimento no início que foi muito importante para conhecermos um ao outro. Hoje a nossa relação é maravilhosa, é um cara que respeito muito e está sendo fundamental na minha temporada. Quando a gente faz as coisas certas é recompensado.

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Sessenta "dobletes" (dois gols marcados numa partida) na carreira

- São números que me deixam feliz. Tenho 35 anos, quando muitos jogadores pensam em parar porque têm dificuldade em acompanhar os mais jovens, mas graças a Deus venho me cuidando bastante. Venho me cuidado bastante, e o resultado vem sendo compensado com trabalho. Estou muito feliz e vivendo um momento maravilhoso da minha vida.

Investimento em aparelhos para manter-se em alto nível físico

- A gente fica muito feliz quando recebe esse tipo de elogio porque é um nível de comprometimento muito grande que tenho com o clube e comigo mesmo. Tenho uma estrutura muito boa em casa para fazer a recuperação e para me preparar os jogos. Eu tenho, por exemplo, uma câmara hiperbárica de oxigênio. Uso outras máquinas também, e isso é um investimento para o nosso bem.

Como tenho muita massa muscular, eu preciso fazer boa recuperação e invisto muito nisso. Acho que ajuda bastante. Cada jogador tem sua particularidade. Eu desde cedo sempre fui forte. Eu tenho 94 ou 95 quilos. Eu sou bem pesado mesmo e tenho apenas 1,80m. Eu, que sou um jogador de muita explosão, uso isso muito na arrancada. Na pré-temporada, sempre foco muito no trabalho de explosão.

Maratona de jogos (já atuou 52 vezes em 2021 pelo Galo) e desgaste psicológico após pênalti perdido contra o Palmeiras

- Eu já tinha feito esse número de jogos duas ou três vezes pelo Zenit ou pelo Porto.Quando você se prepara, e a gente não sabe que não é fácil porque são muitos jogos, a cobrança é muito grande psicologicamente. Principalmente levando em consideração o jogo da Libertadores, em que a gente foi desclassificado e era o sonho de todo mundo. Eu tive a infelicidade de perder o pênalti, e a gente jogou bem melhor nos dois jogos.

Depois de um jogo daquele você está exausto psicologicamente e tem que ter força para jogar depois de três dias um jogo com o Internacional num campo muito pesado, depois jogo com a Chapecoense num campo muito pesado. Às vezes o cansaço mental é muito maior. Não é fácil, mas se você se alimentar bem, fizer as coisas certinho e tiver um bom sono é possível responder à altura.

Importância de Cuca para o grupo do Galo

O Cuca é malandro, já muito experiente e sabe como tirar o melhor dos jogadores. Teve um lance com o Internacional que ele me chamou e conversou no ouvido. Depois da conversa, concentrei mais e fiz a jogada do Keno. Ele conversa muito com o Nacho e gosta de todos os jogadores. Ele conversa dando moral e não deixando que nenhum dos jogadores fiquem para baixo. O grupo é muito bom não só dentro das quatro linhas. O grupo se respeita muito, e é prazeroso estar na resenha com eles no vestiário.

A gente merece fazer história não só pelo que vem jogando, mas pelo grupo que tem. São todos caras do bem, e eu acho que a gente merece. Tem que correr mais do que os outros, mas o Cuca tem um grupo muito bom nas mãos.

Retorno à seleção brasileira e mais agradecimentos a Cuca

- Para mim, foi como se fosse a primeira vez depois de quatro anos na China, que é um futebol muito desvalorizado em termos de visibilidade. Voltar ao Brasil, jogar em alto nível e ser convocado novamente é muito gratificante. Sou muito grato e agradeço muito ao Cuca e ao Cuquinha. Disse para eles que eles faziam parte disso.

Jamais fico abatido quando não sou chamado, respeito muito a decisão do professor Tite, que hoje tem suas opções. São muitos jogadores de qualidade. Não é fácil escolher só 21 ou 22 jogadores. A gente respeita, fica na torcida como patriota e brasileiro. Estou focado no Atlético. Se tiver oportunidade, irei muito feliz para voltar à Seleção.

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