Messi busca "recorde" de gols por um só clube na história e mira Pelé

No retorno do Barcelona ao Campeonato Espanhol, craque argentino precisa de 16 gols para ter mais do que Pelé pelo Santos. Mas conta dos diários espanhóis descarta número do Rei que eram importantes nos anos 1960

Publicado em: 13 de Junho de 2020
Foto Por: Reprodução
Autor: Globo Esporte Rio de Janeiro
Fonte: Globo Esporte
Messi e Pelé

Messi volta a campo neste sábado depois de 97 dias. No retorno do Campeonato Espanhol, joga pelo Barcelona contra o Mallorca. E precisa de 16 gols para alcançar Pelé e se tornar o maior goleador da história do futebol por um único clube. Pelo Barcelona, o argentino marcou 627 vezes. Pelé marcou 1.091 gols pelo Santos. Se você estranhou a conta, a explicação está na estatística utilizada pelos diários espanhóis, especialmente o catalão El Mundo Deportivo. A diferença dos gols do Rei pelo Santos para os de Messi pelo Barça é de 464 gols, não de apenas 16.

 

A conta espanhola pode fazer sentido levando em conta apenas competições oficiais. Sempre foi assim na Europa e não há contabilidade dos gols de Messi em amistosos.

 

No passado, os amistosos eram muitas vezes a fonte de receita principal do Santos, num período em que não havia receita de televisão, nem patrocínio de camisa. Também por isso, os clubes brasileiros sempre contabilizaram os dados de amistosos. É tão difícil padronizar as visões brasileira e europeia, como compreender as diferenças entre as realidades do presente e do passado.

 

Durante anos, as estatísticas europeias descartaram os estaduais. Mérito do El Mundo Deportivo, incluí-los. A lista com 643 gols pelo Santos não é injusta, mas compara coisas incomparáveis. Os calendários eram diferentes, as realidades, distintas. O Santos baseava suas contas não em contratos de marketing.

 

Os amistosos eram fonte de receita, e as excursões fizeram com que Pelé jogasse 103 partidas em 1959, ano em que alcançou seu recorde de gols: 126 em 12 meses. A contabilidade da temporada inclui 35 partidas contra adversários internacionais, das seleções da Costa Rica e Bulgária a clubes como Internazionale e Barcelona.

 

Era um tempo tão diferente a ponto de ser difícil dizer se era mais difícil enfrentar o Barcelona, num amistoso, ou o Botafogo, em Ribeirão Preto, pelo Campeonato Paulista.

 

Parece mais justo tratar cada caso dentro de sua realidade e de seu tempo. Dom Pedro II não era presidente da República. O Brasil era Império e ele, o Imperador.

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