Quarta - Feira,
14 de Abril de 2021

Sete em nove: Atlético-MG mira protagonismo e firma assiduidade na Libertadores pós-2013

Taça Libertadores

Autor: Guilherme Frossard — Belo Horizonte

Fonte: GE — Belo Horizonte

Publicado em 15 de Fevereiro de 2021 (Atualizado Há 2 meses atrás)

Legenda: Sem Legenda

Autor da Foto: Conmebol

Durante a apresentação do lateral-esquerdo Dodô, um dos reforços confirmados para a temporada 2021, o presidente Sérgio Coelho revelou que o Atlético-MG tem como meta "ser o maior clube da América Latina". O objetivo é ambicioso e passa, diretamente, pela Copa Libertadores, competição vencida pelo Galo em 2013 e disputada com frequência pelo clube desde então. Após o fim das chances de título, o clube tenta assegurar a vaga na fase de grupos do torneio continental.

 

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Analisando o recorte de 2013 até a edição 2020, o Atlético está entre os três clubes brasileiros com mais participações no principal torneio do continente. Já classificado para a edição de 2021, o Galo vai para sua sétima Libertadores em nove possíveis, mesma assiduidade do Palmeiras, atual campeão. O líder neste quesito é o Grêmio, campeão em 2017, que tenta chegar à oitava.

 

Para que se tenha uma ideia da relevância dessa sequência de participações na história do Atlético, o clube, antes de jogar a edição de 2013, tinha disputado apenas quatro edições da Libertadores, desde que a competição foi criada, em 1960 (1972, 1978, 1981 e 2000).

 

Em apenas nove anos, o Galo conseguiu quase o dobro de participações que tinha alcançado em mais de meio século (de 1960 a 2012). Vale destacar que, até o início dos anos 2000, o número de vagas para clubes brasileiros era inferior ao atual.

 

Mirando protagonismo

 

O Atlético tem como meta entrar na próxima Libertadores para brigar fortemente pelo título, o que não aconteceu nas últimas participações. A última vez que o clube chegou às quartas de final, por exemplo, foi em 2016, quando foi eliminado pelo São Paulo (no critério de gols marcados fora de casa). De lá para cá, parou nas oitavas em 2017 (Jorge Wilstermann) e na fase de grupos em 2019. Não disputou em 2018 e 2020.

 

Campanhas do Atlético-MG na Libertadores desde 2013

Ano

Até onde chegou?

2013

Campeão (venceu o Olímpia, do Paraguai, na final)

2014

Oitavas (eliminado pelo Atlético Nacional, da Colômbia)

2015

Oitavas (eliminado pelo Internacional)

2016

Quartas (eliminado pelo São Paulo)

2017

Oitavas (eliminado pelo Jorge Wilstermann, da Bolívia)

2018

Não disputou

2019

Fase de grupos (eliminado no grupo E, com Cerro Porteño, Nacional e Zamora)

2020

Não disputou

Fonte: ge

 

O clube ainda não sabe se vai precisar disputar a Pré-Libertadores, já que a vaga direta à fase de grupos, via Brasileirão, ainda não está confirmada, apesar de próxima. Fugir do mata-mata preliminar é importante para escapar de uma possibilidade de zebra e também para o planejamento do clube, já que uma temporada será colada na outra.

🐓🏆 Galo forte! O @Atletico está garantido na CONMEBOL #Libertadores 2021!

🇧🇷👍 Campeão em 2013, o time alvinegro chegará a 1️⃣1️⃣ participações na Copa.#GloriaEterna pic.twitter.com/1dxKhPKUIb

— February 11, 2021

Ao contrário da última participação (2019), quando o Galo disputou a Libertadores com um elenco com menos investimento, o grupo de 2021 está sendo montado para entrar como candidato à taça. Em 2020, o Atlético foi o clube brasileiro que mais gastou para montar seu time.

Para 2021, a tendência é de investimento menor, mas focado em atletas que cheguem para preencher lacunas e aumentar o nível técnico de algumas posições. Além de Dodô e Hulk, já fechados, o clube segue negociando para ter Nacho Fernández, meia de 31 anos e destaque do River Plate. Além dele, deve buscar pelo menos dois reforços defensivos.

 

Outro fator que pode ser decisivo na campanha do Atlético na próxima Libertadores é o comando técnico. Desde 2013, quando venceu, o Galo nunca entrou na Copa com um comandante que disputou todo o Campeonato Brasileiro anterior pelo clube. Isso pode acontecer caso Jorge Sampaoli cumpra seu contrato, já que, apesar de estar vinculado ao Alvinegro até o fim de 2021, ele desperta interesse do Olympique de Marseille, e Renato Gaúcho, do Grêmio, é visto como o substituto ideal em caso de despedida do argentino.

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