Sábado,
17 de Abril de 2021

Victor transformou drama em glória, criou uma "era" e entra para rol de lendas do Atlético-MG

Autor: Rodrigo Fonseca — Belo Horizonte

Fonte: ge — Belo Horizonte

Publicado em 01 de Março de 2021 (Atualizado Há 2 meses atrás)

Legenda: Sem Legenda

Autor da Foto: Agência i7/ Mineirão

Noite de sexta-feira, 20h26 de 29 de junho de 2012Alexandre Kalil, então presidente do Atlético-MG, precisou de 17 palavras para mudar o rumo das histórias do clube e de um goleiro.

 

“Torcida mais chata do Brasil, se o problema era goleiro não é mais. Victor é do #Galo!”

 

Torcida mais chata do Brasil, se o problema era goleiro não é mais. Victor é do #Galo!

— June 29, 2012

 

Três mil, cento e sessenta e seis dias depois, Victor encerrou a carreira como goleiro neste domingo, contra a URT, na estreia do Campeonato Mineiro. Encerrou o ciclo nas quatro linhas com o mesmo escudo no peito, usado em 423 jogos anteriores. Victor marcou uma era no Galo.

+ No telão do Mineirão, Victor revê carreira no Atlético, recebe homenagens e vai às lágrimas

 

Chegou com um desafio. Desde a saída de Diego Alves, em 2007, nenhum goleiro conseguia se firmar no time. Foram 11 tentativas em cinco anos. O clube recorreu à base (Edson, Bruno Fuso, Renan Ribeiro), contratou experientes (Juninho, Aranha, Marcelo e Fábio Costa), apostas (Sérvulo, Giovanni e Lee) e foi até ao exterior (Carini). Nenhum deu certo. Era um drama.

 

Porém, a partir do dia 8 de julho de 2012, data da estreia, Victor faria a primeira grande defesa com a camisa do Atlético. Agarrou firme a condição de titular. Começou usando a camisa 83 (número em alusão ao seu ano de nascimento). Logo, a tradicional camisa 1 passou a estar sob seu domínio.

 

Ganhou a confiança do torcedor em 2012. Virou herói em 2013 na Libertadores, dividindo o brilho com Leonardo Silva, Ronaldinho Gaúcho, Jô e cia. Salvou o time da eliminação nas quartas de final frente ao Tijuana. Foi chamado de “santo”.

 

Leia também!
Relíquia do "milagre" de Victor foi parar nas mãos de jogador argentino no México

 

Colocou a equipe na final da competição, ao defender o último pênalti cobrado pelo Newell's Old Boys na semifinal.

 

Voltou a operar “milagre” na decisão, em mais uma penalidade defendida. Veio a Glória.

 

Acumulou conquistas ao lado da inesquecível Libertadores. Foi campeão da Recopa Sul-Americana (2014), da Copa do Brasil (2014), ergueu quatro taças do Campeonato Mineiro (2013, 2015, 2017 e 2020). Foram, ao todo, 424 jogos, com 205 vitórias, 109 empates e 110 derrotas. Criou a "era Victor".

 

Perdeu a condição de titular em 2020, com a chegada dos goleiros Rafael e Everson, esse último um pedido do então técnico Jorge Sampaoli. Mas Victor não perdeu a condição de líder, de referência no elenco e de ídolo. Sabia o que representava para o Galo. Esteve lado a lado dos novos companheiros. Cumpriu o contrato, uma missão. Deixou um legado, uma história. Entra de vez para a galeria das lendas do Clube Atlético Mineiro.

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Seu comentário aguardará aprovação antes de ser publicado no site

Sem Comentários