Domingo,
01 de Agosto de 2021

Ativistas e líder da oposição são condenados em Belarus

Condenação pelos protestos de 2020 ocorre em meio a crise diplomática, após o regime de Lukashenko desviar no domingo um voo entre a Grécia e a Lituânia para prender um jornalista.

Autor: G1

Fonte: G1

Publicado em 25 de Maio de 2021 (Atualizado Há 2 meses atrás)

Legenda: O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, conhecido como 'o último ditador da Europa', em foto de 26 de abril

Autor da Foto: Sergei Sheleg/Pool via AP

O líder de um partido da oposição em Belarus, Pavel Severinets, e seis ativistas foram condenados nesta terça-feira (25) a penas entre 4 e 7 anos de prisão pelos protestos de 2020.

Milhares de bielorrussos foram às ruas no ano passado, após a reeleição do presidente do país, Alexander Lukashenko, em meio a denúncias de fraudes na disputa. Ele está no poder desde 1994.

As manifestações foram duramente reprimidas pelo regime autoritário de Lukashenko, conhecido como o "último ditador da Europa", e vários políticos e ativistas foram presos ou fugiram do país.

No domingo (23), autoridades bielorrussas desviaram um voo comercial que viajava entre Atenas e Vilnius, capital da Lituânia, para prender Roman Protasévich, jornalista de 26 anos que estava a bordo.

O governo alegou uma ameaça de bomba no avião para interceptá-lo e obrigar o pouso em Minsk, capital de Belarus. Nenhum explosivo foi encontrado a bordo.

O voo era da companhia aérea Ryanair. O diretor-executivo da companhia, Michael O'Leary, disse acreditar que havia agentes do serviço de espionagem da Belarus no avião.

O caso tem sido interpretado como um sequestro feito por um Estado e gerou uma onda de protestos nos países ocidentais.

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A União Europeia fechou seu espaço aéreo com Belarus e adotou novas sanções contra Lukashenko. Medidas já tinham sido aplicadas após a repressão aos protestos de 2020.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, condenou a prisão do jornalista. Só a Rússia defendeu Belarus, acusando os países ocidentais de hipocrisia.

A agência da ONU responsável por aviação (Icao, na sigla em inglês), a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) e as companhias aéreas também se manifestaram contra a manobra.

A Icao afirmou que o incidente é uma quebra de um dos principais tratados criados após a Segunda Guerra Mundial. A Iata disse que a ação do governo de Belarus é incompatível com a lei internacional.

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