Domingo,
24 de Outubro de 2021

Joe Biden reúne líderes para debater mudança climática e redução de emissão de gases poluentes

A reunião desta sexta-feira pode se concentrar especialmente no metano. Os EUA e a União Europeia concordam em tentar cortar as emissões de metano em cerca de um terço até o final desta década.

Autor: G1

Fonte: G1

Publicado em 17 de Setembro de 2021 (Atualizado Há 1 mês atrás)

Legenda: Joe Biden e o secretário de Estado do EUA, Antony Blinken, durante encontro sobre o clima em 17 de setembro de 2021

Autor da Foto: Jonathan Ernst/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, organizou um encontro virtual de líderes mundiais nesta sexta-feira (17) para debater os esforços para combater a mudança climática.

A reunião desta sexta-feira pode se concentrar especialmente no controle da emissão de metano. Os EUA e a União Europeia concordam em tentar cortar as emissões de metano em cerca de um terço até o final desta década e estão pressionando outras grandes economias a se unirem a eles, de acordo com documentos vistos pela Reuters.

Biden, no discurso de abertura, falou sobre o metano: "Temos que nos comprometer a reduzir o gás metano, reduções em 30% abaixo de 2020 em 2030. Isso vai produzir efeito colateral de melhorar saúde pública e agricultura".

Países em desenvolvimento

No discurso de abertura, Biden citou duas vezes os países em desenvolvimento. "Estamos também comprometidos em ajudar países em desenvolvimento que querem melhorar o meio ambiente. Demos passos para melhorar empregos, abandonando poços de petróleo e gás" afirmou.

"Temos que apoiar países em desenvolvimento, queremos dobrar nosso financiamento de clima até 2024. Posso garantir que estamos avançando para mobilizar US$ 6 bilhões por ano para esses países", disse ele.

Sem Bolsonaro

A ideia do encontro é tentar criar ímpeto antes de uma cúpula internacional sobre o aquecimento global no final deste ano.

O presidente Jair Bolsonaro, do Brasil, não participa do encontro, mas Alberto Fernández, da Argentina, e Andres Manuel Lopez Obrado, do México, foram confirmados.

Veja abaixo a lista de participantes:

  • Alberto Fernandez, da Argentina

  • Sheikh Hasina, de Bangladesh

  • Charles Michel, do Conselho Europeu

  • Ursula von der Leyen, da União Europeia

  • Joko Widodo, da Indonésia

  • Moon Jae-In, da Coreia do Sul

  • Andres Manuel Lopez Obrador, do México

  • Boris Johnson, do Reino Unido

  • António Guterres, da ONU

Biden realizará uma reunião virtual do Fórum das Grandes Economias (MEF) na Casa Branca, uma sequência do encontro do Dia da Terra que ele sediou em abril para apresentar novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa e induzir outros países a fazerem mais para conter as suas.

O presidente enfatizou a mudança climática diversas vezes nas últimas semanas na esteira dos danos causados por inundações e incêndios florestais devastadores nos EUA.

Tratar do assunto é uma de suas maiores prioridades domésticas e internacionais, e a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021 (COP26) em Glasgow de 31 de outubro a 12 de novembro é vista como um momento crítico para o mundo se comprometer a fazer mais para deter a elevação das temperaturas.

Biden está torcendo para reunir grandes poluidores para tornar a COP26 um sucesso.

A Casa Branca não divulgou os nomes dos países participantes da reunião desta sexta-feira. O encontro de abril inclui comentários do presidente chinês, Xi Jinping, do presidente russo, Vladimir Putin, da chanceler alemã, Angela Merkel, e de outros líderes mundiais.

Ainda nesta semana, a Casa Branca disse que Biden espera usar o MEF depois da cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU) para continuar pressionando por medidas pró-clima.

"O presidente delineará planos para alavancar o MEF pós-Glasgow como uma plataforma para esforços coletivos concretos de escalada da ação climática ao longo desta década decisiva", disse a Casa Branca em um comunicado.

Também em abril, Biden anunciou uma nova meta para reduzir as emissões de gases de efeito estufa dos EUA em 50%-52% até 2030 na comparação com os níveis de 2005.

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